A Lua é um dos corpos celestiais que mais atrai o fascínio de crianças, jovens e adultos. Ela é o único satélite natural do planeta Terra, ou seja, é um planeta secundário que orbita a Terra. Além dela, existem vários satélites artificiais que também circundam o planeta, cada um obedecendo às mesmas leis da Física que determinam a órbita da Lua. Para ensinar conceitos como satélite, órbita e gravidade, o professor de Física Luís Fabio Simões Pucci, que leciona a disciplina na Escola Estadual Jacomo Stávale, de São Paulo (SP), elaborou um plano de aula simples e rápido, que alia os materiais didáticos tradicionais com conteúdos multimídia, como vídeos e programas de computador.

A atividade é programada para durar de duas a três aulas e é voltada para alunos do primeiro ano do ensino médio. Os estudos devem começar com o professor informando o conceito ou relembrando com os seus alunos quais são os movimentos da Terra, em especial o de translação. “Esclareça com eles a questão:  o que é órbita de um planeta? E o que é órbita de um satélite? Lembre [aos alunos] que a Lua é um satélite natural da Terra e que temos outros dispositivos tecnológicos, chamados satélites artificiais, que mantêm órbita em torno da Terra e ajudam na previsão do clima, nas telecomunicações etc.”, destaca o professor, que também é engenheiro mecânico e mestre em Educação.

Em seguida, Pucci sugere a utilização de um software livre, disponível gratuitamente na internet, que permite avaliar as órbitas e as velocidades tangenciais de satélites ao redor de vários planetas. Desenvolvido pelo Instituto Galileo Galilei para a Educação (IGGE), o programa Astronomia: o portal do céu é disponibilizado pelo Ministério da Educação (MEC) no endereço http://objetoseducacionais2.mec.gov.br/handle/mec/16301. “No simulador, teste as velocidades [dos satélites] na órbita de cada planeta do sistema solar. Observe os valores também das massas dos corpos celestes indicados na tela. Peça para os alunos responderem às questões: a massa do planeta influi na velocidade indicada? Qual é a relação entre a massa do planeta e a velocidade de órbita? Como podemos explicar isso observando a Lei da Gravitação Universal?”, explica Pucci.

A atividade com o software também é ideal para trabalhar outros conceitos relacionados ao tema, como a gravidade e as leis de Kepler. “Essa última questão vai ilustrar a dependência da massa para o valor de g da gravidade local. Explique e explore isso como consequência da Lei da Gravitação Universal. Explique que há um ponto de apogeu na órbita e outro de perigeu (isso fica claro no simulador). Relacione esse fato com os estudos de Kepler. Uma alternativa é associar essa atividade a uma pesquisa prévia ou posterior sobre Kepler e suas leis”, exemplifica o professor paulista. “O objetivo é discutir e elucidar essas questões com a classe, enquanto exploramos a animação. O ideal seria se os alunos também pudessem interagir com a simulação, abrindo-a em seus próprios computadores, seja na sala de informática ou em dispositivos portáteis”, sugere. Outro recurso que Pucci propõe que os educadores usem em parceria com o programa de computador é o vídeo As órbitas dos planetas, pertencente à série Espaçonave Terra,  disponível na internet no endereço http://youtu.be/6e_rP31MvAE.

Para avaliar os conhecimentos adquiridos pelos estudantes, Pucci sugere também o uso do sistema que existe embutido no programa Astronomia: o portal do céu. “No botão ‘Avaliação’ do simulador, também há algumas questões que os alunos poderão responder após o desenvolvimento da aula, como tarefa final”, afirma o educador, que ainda ressalta que a atividade pode ser adaptada conforme as necessidades e os recursos disponíveis para os professores. “Utilizei como complemento na parte de gravitação, junto com vídeos sobre o tema. Como esse roteiro tem apoio de simulador Web, é preciso que o professor possa usá-los em sala. Entretanto, creio que é sempre bom cada professor adaptar roteiros e sequências didáticas à sua realidade de sala de aula”, finaliza Pucci. 

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