Fica quieta!... Para de se mexer!... Presta atenção!... Não dispersa!... Isso é o que uma criança ouve, com razoável frequência, tanto na escola quanto em casa. Como explicar que a mesma criança ou o mesmo jovem que fica horas jogando videogame ou assistindo futebol ou outro esporte sinta dificuldade para ter a mesma atitude em sala de aula ou para estudar, decorar conteúdo escolar?

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O rolezinho sempre existiu, desde que as moças puderam sair de casa para passear. Convencionava-se um lugar para onde os jovens afluíam, obedecendo-se a umas pouquíssimas regras. Mas não dava direito à transgressão. Era o footing, era o “ponto”, era o “vesperal das moças” nos cinemas de bairro às quartas-feiras. Podia ser a missa ou os encontros de outras religiões. As paradas de ônibus, as estações de trem de subúrbio também eram espaços para olhares de moços e moças se cruzarem. Os olhares, repetindo-se por dias ou semanas, iam dando a segurança de que a aproximação seria bem-vinda.

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Falar sobre os benefícios da reprovação já ficou banalizado nas considerações sobre escolaridade. Fala-se sobre a reprovação como se existissem duas tribos homogêneas: a dos aprovados e a dos reprovados. Nada mais falacioso. Você pode pertencer a uma ou à outra tribo por mil diversas razões. Para começar, o currículo escolar não é homogêneo: ter facilidade com abstrações pode facilitar o desempenho em certas matérias; decorar pode facilitar a aquisição de outros conteúdos.

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Um dia, no tempo em que ainda se usava lápis, o meu neto me pediu uma borracha e eu disse que não tinha. Ele olhou bem para mim e me perguntou: “E quando você erra, como você faz?”. Por ter me lembrado desse singelo episódio, estou escrevendo estas linhas hoje.

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Já vai longe o tempo em que a gente sabia, enxergava claro o que queria que as crianças se tornassem aptas a desempenhar. Existia uma sequência que a gente não sabia por que, mas sabia que dava certo. Por que dobrar papel “ponta com ponta”? Porque “ponta com ponta” é muito importante para arquivar, fazer pilhas de roupas de mesa, cama e banho, que, assim, ocupam menos espaço. No tempo em que não havia computador, arquivos de papel funcionavam melhor com o “ponta com ponta”.

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Quanto mais tempo se passa neste nosso novo século, quanto mais voltamos no tempo – ao velho século XX –, mais nos deparamos com a presença e a frequência do conceito de grupo: grupo disso, grupo daquilo, e, agora, com a internet, surgem mais grupos – de amigos, profissionais, Facebook, Linkedin, entre outros. Com isso, o velho conceito de grupo, que poderia parecer claro e indiscutível, fica embaçado e de difícil definição.

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Algumas escolas, comumente chamadas de alternativas, procuram mesclar o espaço da aprendizagem, onde é cada um por si, com a sensação de estar junto com os outros, cada um ligado à fonte de informação. Em geral, essa fonte é o professor, mas pode ser um cartaz, uma tela etc. Escolas como Summerhill ou Waldorf procuram quebrar o paradigma medieval (Santo Agostinho) ou da Antiguidade.

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O rascunho não é um rabisco qualquer. Ele é a forma precursora de uma ideia. Ideia não nasce pronta – vai aparecendo e o autor vai lapidando a linguagem que a expressa. Uma ideia é esculpida como uma estátua que nasce de uma rocha ou do barro até chegar o mais próximo possível do que imaginamos antes de começarmos a tarefa. Entre a ideia, o rascunho e a finalização, vamos “fazendo”.

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O que a escola ensina? Em termos de atitude – e não de conteúdo – ela ensina obediência. Essa atitude é essencial para que todo o resto da instituição escola possa funcionar. Sentar, quieto, todo dia no mesmo lugar, ter uma atitude adequada para absorver o conhecimento não é, de forma nenhuma, atitude natural de aluno, mesmo de aluno adulto.

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Era uma vez uma rua chamada Maria Antonia, onde tudo (o que eu contarei em seguida) acontecia. Mas o que importa mesmo é que lá estava a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas – FFLCH. Do outro lado, a Universidade Mackenzie e, na Rua Doutor Vila Nova, a Faculdade de Economia e Administração, com uma magnífica biblioteca de Ciências Humanas, frequentada por todos nós. Atravessando a rua, lá pelos idos dos anos 50, estava ainda o Colégio Rio Branco, que mais tarde deu lugar ao Sesc. O Rio Branco mudou para a Avenida Higienópolis, onde está até hoje.

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