Originária da China e do Japão, a hortênsia é uma flor muito admirada por sua beleza e suas diferentes cores. No entanto, essa variedade de coloração não é algo natural da planta, mas uma característica que depende do solo onde a flor estiver plantada. Esse atributo das hortênsias acabou servindo para fundamentar um plano de aula sobre acidificação dos meios, do professor Matheus Nahas, que leciona a disciplina de Química no Colégio Marista de Ribeirão Preto (SP). “As modificações no nível de acidez, neutralidade ou alcalinidade do solo influenciam na variação das cores, que podem ir dos diversos tons de azul ou rosa até chegar ao branco. Outra curiosidade é que, na verdade, as colorações que vemos não são das pétalas das flores, mas sim de folhas modificadas que se formam e circundam a verdadeira flor”, explica Nahas.

O projeto elaborado pelo educador é voltado para os alunos do 2º ano do ensino médio e tem duração prevista para pelo menos três aulas, uma vez que entre a primeira e a segunda aula é preciso ter uma passagem de tempo. Confira a sequência de aulas do plano criado por Nahas:

1ª Aula

O primeiro passo do projeto consiste em dividir a turma em dois grandes grupos. Cada metade da sala irá plantar hortênsias em solos diferentes: um grupo plantará a flor em um solo rico em sulfato de alumínio, enquanto o outro plantará em um solo rico em carbonato de cálcio.

Após o plantio, “os alunos deverão, por meio de pesquisa, formular hipóteses das possíveis diferenças que ocorrerão nas plantas dos dois grupos. Inicialmente, o professor, como mediador das discussões, deverá questionar os alunos sobre a principal diferença existente entre os dois sais, que poderá gerar plantas diferentes”, orienta o professor de Química.

2ª Aula

Entre a primeira e a segunda aula, é necessário esperar certo tempo, pois a flor leva cerca de 60 dias para enraizar e só começa a florescer na primavera (logo, o melhor período para realizar o plantio é o inverno).

Depois do surgimento das primeiras flores, os alunos deverão observar as diferentes colorações obtidas e, em seguida, realizar uma série de testes químicos com as plantas, de modo a tentar descobrir o motivo e a origem das distintas cores. “Para isso, em um laboratório, terão disponíveis soluções de ácido clorídrico e hidróxido de sódio, carbonato de cálcio e sulfato de alumínio sólidos e indicadores ácido-base, como fenolftaleína e papel de tornassol. Os alunos deverão realizar testes dos materiais disponíveis e utilizar os resultados obtidos nos experimentos para elaborarem a conclusão do projeto”, esclarece Nahas.

3ª Aula

Na terceira e conclusiva aula, os estudantes deverão apresentar os resultados obtidos ao longo dos testes e das experimentações anteriores, por meio de uma matéria jornalística, que pode ser para qualquer meio de comunicação: jornal impresso, revista científica, programa de televisão, de rádio etc. “Os principais questionamentos envolvidos [na atividade de conclusão do projeto] deverão ser: a diferença existente entre o carbonato de cálcio e o sulfato de alumínio, que proporciona as diferentes cores das hortênsias; as reações químicas e os equilíbrios envolvidos nesse projeto; e outros tipos de substâncias que poderiam ser utilizadas e que teriam resultados semelhantes aos encontrados na utilização de carbonato de cálcio e sulfato de alumínio”, elenca o professor. 

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