Ver na prática como alguns dos principais fenômenos naturais acontecem é, para os estudantes, um dos principais atrativos das aulas de Física. É na sala de aula ou no laboratório que os jovens descobrem como fatos do cotidiano, como a geração de eletricidade, acontecem de verdade. E é justamente sobre esse fenômeno – a eletricidade – que o professor de Física Sandro Prass, do Colégio Murialdo, de Caxias do Sul (RS), elaborou este plano de aula, baseado na aprendizagem significativa (teoria do psicólogo americano David Ausubel, na qual os conteúdos didáticos são relacionados a conhecimentos prévios dos alunos, de modo a tornar a aprendizagem mais efetiva).

O plano de aula de Prass é voltado para alunos do ensino fundamental II e do ensino médio e tem previsão de duração de 7 horas-aula a serem divididas em quatro momentos. Para as atividades, o professor deve ter uma fotocélula, um multímetro (aparelho destinado a medir grandezas elétricas), um motor de 2 ou 3 volts (usado comumente em carrinhos de fricção ou à pilha) e um LED – materiais que podem ser comprados pela internet.

1º momento (2 horas-aula)

Para começar as atividades, os alunos devem responder ao seguinte questionário: O que são ondas eletromagnéticas? O que é a luz? De que a eletricidade é formada? O que é corrente elétrica? Como funcionam as fotocélulas? O que é física quântica? Depois de respondido e entregue ao professor, este deve convidar todos os alunos da turma a responderem, em conjunto, às mesmas questões. “O professor participa apenas como mediador das discussões, não confirmando nem desqualificando nenhuma colocação”, explica Prass. Para concluir essa primeira etapa, os alunos são orientados a fazer uma pesquisa para tentar responder as mesmas questões, devendo trazer para o encontro seguinte algumas anotações sobre o que foi pesquisado.

2º momento (2 horas-aula)

Os alunos são convidados a expor o que anotaram sobre os temas durante suas pesquisas, o que compreenderam, o que sabiam, informações novas e dúvidas. Conforme forem ocorrendo as explanações, o professor passa a palavra aos alunos, à medida que forem solicitando, e anota no quadro um resumo do que é falado. Encerradas as explicações, o professor complementa com o que for necessário e todos copiam o esquema de estudo. “Deve ser destacado que as ondas eletromagnéticas (luz) fornecem energia para que elétrons sejam arrancados dos átomos da fotocélula e então, quando livres, dão origem à corrente elétrica, que é convertida em diversos outros tipos de energia”, ressalta o docente.

3º momento (2 horas-aula)

Com uma fotocélula simples, é possível demonstrar aos alunos a geração de corrente elétrica pelo funcionamento de um pequeno motor de algum brinquedo fora de uso ou por um LED. Essa corrente é medida pelo multímetro. Prass afirma que “outros brinquedos de baixo custo movidos à energia proveniente de fotocélulas podem ser utilizados durante a experimentação”. O educador sugere ainda que se pode alterar o nível de incidência de luz na fotocélula para estabelecer uma relação entre intensidade luminosa e energia gerada (com uso do multímetro).

4º momento (1 hora-aula)

Para encerrar o plano de aula, os alunos devem responder às mesmas questões do primeiro momento e entregar o material ao professor. Em seguida, na forma de seminário, as questões são respondidas por todos, para reafirmação dos conteúdos aprendidos ao longo das atividades.

Avaliação

A sugestão do professor Sandro Prass é que os alunos sejam avaliados pela participação nos debates e nas apresentações (1,0 ponto), pela pesquisa (2,0 pontos) e pelo questionário final (7,0 pontos).

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