A aula de Arte é um momento ideal para o desenvolvimento da criatividade das crianças, pois é quando os alunos podem extrapolar e imaginar as mais diferentes brincadeiras e imagens, muitas vezes fazendo isso fora da sala de aula, o que valoriza ainda mais as atividades. Com isso em mente, a professora e pedagoga Lindací Alves de Souza Scagnolato, de São Paulo (SP), elaborou um rápido plano de aula, feito para as crianças se divertirem e desenvolverem sua imaginação.

A atividade proposta por Lindací, voltada para alunos dos ensinos infantil e fundamental I, tem duração prevista de apenas uma hora-aula e só demanda dois materiais para sua realização: um rolo de barbante e uma tesoura sem ponta. A educadora também sugere que a atividade seja feita no pátio ou em algum outro espaço disponível na escola que não seja a sala de aula.

Atividade

Já no local da atividade, forme uma roda com os alunos e peça para que eles se sentem. Em seguida, distribua um rolo de barbante para as crianças e solicite que elas cortem pedaços do fio do tamanho de três palmos (delas). Caso prefira, é possível cortar os pedaços previamente para agilizar a atividade e evitar que os alunos se machuquem. Sugira que eles brinquem com o pedaço do barbante. “Balançando o cordão no ar ou formando uma bolinha com ele, por exemplo, as crianças podem perceber sua textura, flexibilidade e versatilidade”, explica a professora.

Em seguida, toda a turma, incluindo o professor, cria no chão um desenho com o seu pedaço de barbante. O grupo então analisa os desenhos feitos – é preciso que o professor incentive todos os alunos a comentarem as criações dos colegas. Depois disso, peça que os alunos desfaçam seus desenhos e amarrem as pontas dos pedaços de barbante, formando um único círculo grande, com o qual a turma irá criar um novo desenho. Em seguida, os alunos devem recriar em conjunto algumas das formas criadas na etapa anterior da aula. “No final, em círculo, a turma conversa sobre o que cada um sentiu no decorrer da brincadeira”, indica Lindací.

Observação

A professora paulistana destaca que a atividade – principalmente em seu segundo momento, com o grande círculo – é um excelente momento para observar a postura dos alunos em relação a seus colegas. “Nessa fase da brincadeira, surgem muitas ideias e cada aluno quer falar mais alto que o colega. Alguns buscam argumentos para suas sugestões, outros ficam chateados, debocham da situação, ameaçam abandonar a roda e, às vezes, cumprem a palavra”, ressalta a educadora. Para Lindací, a tendência é que a turma reaja melhor aos impasses se o professor não intervier e apenas observar as crianças resolverem a situação sozinhas. “Eles serão produtivos se você abandonar sua posição de coordenador e deixar o grupo resolver seus impasses, ainda que a solução encontrada não seja, em sua opinião, a melhor”, comenta.

Benefícios

Lindací também enfatiza que essa simples atividade é muito boa para que as crianças se familiarizem com a ideia de trabalhar em grupo, desenvolvam seu potencial criativo e resolvam possíveis desavenças. A professora sugere que a atividade seja repetida depois de algumas semanas, com o intuito de observar como ou se as crianças mudaram seu raciocínio e seus relacionamentos entre si. “Será hora de comparar os processos de criação com o barbante, avaliando a evolução do grupo diante de um trabalho coletivo”, diz.

 

Matéria publicada na edição de março de 2015.

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