Você já parou para pensar que fazer um pão é um processo químico ou que uma tela de computador é uma matriz de pontos? Ou, ainda, que por trás da construção de uma ponte ou de processos nos setores de energia elétrica, telecomunicações, agronegócio ou transporte aéreo está a matemática? Muito mais do que uma disciplina escolar, ela é peça-chave para o planejamento, a tomada de decisões e a produtividade em setores vitais da economia. Ou seja, o conhecimento de áreas ligadas às ciências exatas é crucial para o desenvolvimento do País. Por outro lado, há dificuldade no aprendizado e pouco interesse dos jovens em seguirem carreiras nessa área. Um levantamento feito pelo movimento Todos pela Educação, divulgado em 2013, mostra que só 10 % dos jovens brasileiros que concluem o ensino médio sabem matemática. Outro estudo revela que, até 2015, o Brasil precisará de 300 mil engenheiros, mas, segundo a Federação Nacional dos Engenheiros, o Brasil forma aproximadamente 38 mil engenheiros por ano e precisa de quase o dobro para dar conta da demanda. Também é grande o desinteresse em áreas como matemática, física e química, nas quais sobram vagas nas universidades.

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Quem leciona na rede pública, em qualquer região ou estado brasileiro, conhece bem a cena: em uma sala do 9º ano do ensino fundamental, com 25 alunos, ao menos cinco jovens já passam dos 16 anos de idade; em muitos, já começa a crescer barba, alguns já têm filhos e outros iniciam a procura por trabalho. No início do ano letivo, os professores já arriscam dizer: este, esse e aquele têm poucas chances de passar de ano em dezembro. A repetência e a entrada tardia na escola configuram a realidade do sistema educacional brasileiro, marcado em algumas regiões pela cultura da reprovação como punição àqueles que pouco se esforçaram para aprender e comportar-se e da escola como espaço que separa o joio do trigo, os destinados ao sucesso. Os bem-dotados recebem o selo da aprovação, enquanto para o resto a reprovação funciona como ferramenta que os pressiona portão afora da escola. No Brasil, onde livros eram apreendidos pela coroa até o início do século XIX, a história mostra que não há interesse em apoderar todo mundo com as armas do saber. Mas hoje se sabe que a exclusão de vastas camadas da população por meio de conhecimentos insuficientes para que estejam habilitadas ao trabalho é um problema para todos.

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Buscar conhecimento é inerente ao ser humano e bem mais óbvio na fase infantil, quando se aprende fazendo, imitando, caindo, repetindo, ou seja, na prática. No entanto, essa  busca tão natural se perde na longa trajetória do ensino formal. O aluno, quase que passivamente, transforma-se em receptor de informações e perde o status de agente do próprio conhecimento. Que tal, então, ajustar essa lógica, de modo a descentralizar o papel do professor em sala de aula e passar o bastão de protagonista ao aluno? É justamente essa a proposta das chamadas metodologias ativas no ensino, já aplicadas com sucesso no exterior e em algumas escolas brasileiras.

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Com base em uma aula de Geografia sobre os índios, um grupo de alunas do Colégio Pitágoras Carajás, de Parauapebas (PA), foi além dos conteúdos de sala de aula. Kalyne Silva Brito, Natália Silva de Meira e Scarleth Barbosa da Silva, alunas do 3º ano do ensino médio, realizaram um estudo sobre os hábitos alimentares dos índios da tribo Xikrin do Cateté, que tem passado por um intenso processo de aculturação.

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A pequena Fernanda Tamaki, aluna do 4º ano do ensino fundamental do Colégio Santa Maria, de São Paulo (SP), leu no ano passado 83 livros, todos emprestados da biblioteca da escola. O motivo? “Eu gosto de ler porque imagino a história na minha cabeça como se fosse um filme de cinema”, diz Fernanda, que mantém o hábito ao ler um pouco sempre depois de realizar suas tarefas e demais obrigações. Com a popularização de aparelhos como smartphones, notebooks e tablets, casos como o de Fernanda são cada vez mais raros entre as crianças. Segundo a pesquisa Retratos da leitura no Brasil, feita pelo Instituto Pró-Livro (IPL) com o apoio do Instituto Brasileiro de Opinião e Pública e Estatística (Ibope), o número de leitores no Brasil caiu de 2007 para 2011, passando de 95,6 milhões para 88,2 milhões, respectivamente, o que, no caso de 2011, representa metade da população. Além disso, o hábito da leitura aparece apenas em sétimo lugar, atrás de assistir à televisão, escutar música e sair com amigos, por exemplo.

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As prisões brasileiras estão longe de oferecer um ambiente reeducativo. Superlotadas – o próprio Infopen, sistema de informações penitenciárias do Ministério da Justiça, admite que o número de detentos ultrapassa em cerca de 200 mil o total de vagas oferecidas nas penitenciárias estaduais e federais – e regidas pela égide da repressão, juristas e defensores públicos concordam que, hoje, a absoluta prioridade das unidades prisionais é a segurança pública, e não a recuperação dos detentos. Levar educação às prisões do País representa um desafio às secretarias de Educação, de Administração Penitenciária, a pedagogos e professores Brasil afora. E a demanda cresce desde a Resolução nº 3, de março de 2009, do Ministério da Justiça, que estabelece as diretrizes nacionais para a oferta de educação nas prisões. Com essa resolução, os estados perderam a liberdade para estabelecer suas próprias políticas educacionais para detentos, apesar de continuarem responsáveis por sua implementação. Além disso, desde 2011 é permitida por lei a remissão da pena pelo estudo, na mesma proporção que a remissão por trabalho (três dias de atividade, ou 12 horas de aula, anulam um dia de pena). Antes considerada um benefício, a remissão por estudo passa, com a resolução de 2011, a configurar um direito.

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A crescente utilização dos recursos naturais e o consequente comprometimento da qualidade de vida na Terra acendem uma luz de alerta: é necessário mudar de atitude enquanto é tempo. Para isso, especialistas são unânimes em afirmar que a educação ambiental é o único caminho possível para conscientizar e sensibilizar as novas gerações do mal que a humanidade causou ao planeta e do que ainda pode ser feito para evitar que catástrofes globais ocorram com frequência cada vez maior. Nesse contexto, a responsabilidade dos educadores é enorme, pois é na escola que a educação ambiental pode e deve ser construída.

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Segundo a Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a educação é um direito de todos e deve ser assegurada ao cidadão em qualquer situação. A garantia de desfrutar de “alguma forma de recreação, programas de educação para a saúde e acompanhamento do currículo escolar durante a permanência hospitalar” também está prevista na Declaração dos Direitos da Criança e do Adolescente Hospitalizados. Assim, desde 1996, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) iniciou o processo de formalização das chamadas classes hospitalares e, em 2001, o Conselho Nacional de Educação definiu a obrigatoriedade de que hospitais com ala pediátrica contem com sistemas de ensino para os estudantes internados, como parte das diretrizes de educação especial na educação básica.

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“O dia é 7 de setembro de 1822. Eu e meus colegas estamos cavalgando atrás de Dom Pedro de Alcântara de Bragança, que segue para o riacho Ipiranga. A nossa expectativa é que iremos vivenciar um momento único na história do País”. O cenário dessa passagem aconteceu há quase dois séculos, mas pode ser recontado na sala de aula por meio de práticas pedagógicas diferenciadas como o role playing game, ou RPG, um jogo que consiste basicamente na criação e na interpretação de personagens em um universo fictício ou não.

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Um dos principais objetivos dos professores sempre foi o progresso de seus alunos, algo que nem sempre é possível por meio das pedagogias tradicionais. Ao notar que a aprendizagem dos estudantes de Física ficava bem aquém do desejado, o professor e pesquisador de Harvard, Eric Mazur, começou a elaborar, em meados dos anos de 1990, o método de educação por pares (peer instruction, em inglês). “A educação por pares engaja os estudantes durante a aula por meio de atividades que requerem que cada um estude os conceitos principais que estão sendo apresentados e depois explique esses conceitos para seus colegas. Em vez da prática comum de fazer questões informais durante uma apresentação, o que tipicamente envolve alguns poucos alunos altamente motivados, o processo mais estruturado de estudos da educação por pares envolve todos os estudantes da turma”, descreve Mazur, em artigo publicado em 2001.

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