A temática das eleições pode gerar várias discussões em sala de aula e, com isso, colaborar para o desenvolvimento do senso crítico e da aprendizagem dos alunos. Para André Luís Rosa e Silva, professor de Língua Portuguesa em Ponta Grossa (PR) e mestre em Educação, as aulas de português são um momento propício para tais debates. O educador sugere que eles sejam divididos em três eixos: o voto, as eleições e os partidos políticos. Cada debate pode tomar uma ou mais aulas, e pode ser que os alunos necessitem de um tempo para realizar pesquisas tanto em livros quanto na internet. Confira a seguir as orientações do professor para cada uma das discussões.

O voto

Para debater a questão do voto, o educador propõe que seja feita uma reflexão sobre a importância do ato de votar ao longo da história. “O professor pode partir da compreensão filosófica do voto: suas origens como sistema de participação popular nas decisões tomadas por governos ou clãs”, afirma Silva. O professor orienta que algumas épocas tenham destaque ao longo da discussão, tais como a Grécia Antiga, a monarquia do Sacro Império Germânico e o movimento feminista Ladies Suffragetes, do começo do século XX, que demandava o direito de voto às mulheres. Silva também destaca que o debate deve abranger o voto tanto como direito quanto por obrigação. O professor sugere uma comparação entre as legislações de países como Brasil, onde o voto é obrigatório, Estados Unidos, Chile e Venezuela, nações onde o sufrágio não é compulsório.

As eleições

“Por meio do viés histórico, é possível abordar a origem das eleições, a influência do pensamento iluminista na organização da democracia participativa, o conceito de democracia, criado a partir da independência dos Estados Unidos, e a ideia de eleições como um evento em que a participação e a vontade popular são respeitadas”, afirma o professor, que propõe também que sejam debatidas nessa etapa questões como o voto de cabresto, as eleições indiretas, a compra de voto e outras práticas.

Nessa aula, Silva prevê que seja realizada uma pesquisa aprofundada sobre as eleições no Brasil. “O professor tem a opção de dirigir a pesquisa sobre quem pode ser candidato, quais são a idade mínima e a máxima para candidatura, a necessidade de se estar filiado a algum partido político, a representação eleitoral e o sistema eleitoral para eleições proporcionais”, indica.

Os partidos políticos

O Brasil é um país caracterizado pelo seu pluripartidarismo: são 33 partidos políticos e outros tantos ainda esperando oficialização. Tal cenário, para Silva, é ideal para outra pesquisa. “Sugira aos alunos que pesquisem a respeito das legendas, de sua representatividade política (quantos vereadores, deputados, senadores, prefeitos, governadores e presidentes cada partido tem). Também proponha que pesquisem a respeito do repasse do chamado Fundo Partidário – montante dividido entre os partidos que têm representação na Câmara dos Deputados”, diz o professor.

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