O conto é um dos formatos de literatura mais conhecidos e populares, por ser um texto mais curto e conciso, ideal para leitura rápida. Mesmo sendo de curta duração, os contos possibilitam que o leitor reflita sobre o que acabou de ler e aprenda com isso. Por essa série de fatores, esse gênero textual é indicado para o trabalho com crianças e jovens de várias idades.

Para desenvolver atividades com esse tema, Glauce Rossi Quilici, professora de Língua Portuguesa, elaborou um projeto que aborda um grupo específico de contos: os de assombração. Atualmente, Glauce trabalha na Escola Municipal de Ensino Infantil Santos Dumont, de São Paulo (SP), e conta com 19 anos de experiência, nos quais já lecionou para alunos de 6 a 13 anos.

O projeto é voltado para alunos do 4º ano do ensino fundamental e tem duração prevista de sete aulas. Apesar de ser focado no trabalho com contos, o início das atividades acontece bem longe dos livros: na televisão. A educadora optou por começar as práticas exibindo o filme A noiva cadáver (2005), animação de Tim Burton baseada em um conto russo-judaico do século XIX. A exibição do filme tem como objetivo aproximar as crianças da temática, uma vez que, devido à faixa etária dos alunos (de 9 a 11 anos), seja possível que eles não tenham muito contato com o tema.

Após a exibição do filme, Glauce usou a história contada no longa-metragem para conversar com os alunos sobre como são os contos de assombração. Durante o bate-papo, a professora aproveitou para descobrir se os alunos já conheciam outras histórias com o mesmo teor e quais contos são conhecidos pelos estudantes. Em seguida, os alunos tiveram a tarefa de conversar com seus pais e familiares sobre os contos de assombração que são conhecidos por eles.

A etapa seguinte do plano de aulas é a conclusão das atividades do projeto e compreende a seleção das histórias mencionadas pelos alunos, que depois serão lidas e debatidas pela classe. “[O objetivo do plano de aulas é] apropriar-se da linguagem escrita dos contos, especificamente dos de assombração”, afirma a professora Glauce, que destaca a boa aceitação das atividades pelos alunos. “Os alunos tiveram bastante interesse nas aulas, principalmente porque utilizei o vídeo como ponto de partida para inserir o tema”, conta. E completa: “a participação ativa e o desempenho dos alunos nas atividades propostas superou as minhas expectativas. Mesmo depois dessas aulas, os alunos pediram para continuarmos lendo outros contos de assombração durante o ano letivo”, revela a educadora.

 

Matéria publicada na edição de novembro de 2013.

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