A língua inglesa conta com uma série de expressões gramaticais que não são tão comuns ou que sequer existem na língua portuguesa. Uma dessas expressões incomuns para a língua materna dos brasileiros são as question tags, usadas principalmente para confirmar a informação dita na frase. No entanto, elas obrigatoriamente irão discordar da afirmação inicial: se a afirmação for positiva, a pergunta será negativa e vice-versa. Como no exemplo: She’s eighteen years old, isn’t she? (Ela tem dezoito anos, não tem?). Na língua portuguesa também existem question tags, que são chamadas de perguntas no fim da frase e funcionam da mesma maneira. Elas sempre aparecerão no fim da frase, separadas por vírgula.

Para explicar esse assunto aos alunos do ensino médio do Centro de Educação Profissionalizante Comendador Umberto Scarpa (cujas idades variam dos 15 aos 18 anos), em Pinhais (PR), Danielle Scheffelmeier Mei, professora de Língua Inglesa, extrapola o uso de materiais tradicionais e alia o conteúdo com o cotidiano dos estudantes, por meio da simulação de uma entrevista de emprego, o que condiz com o foco da escola, que é voltada para o ensino profissionalizante.

Etapa 1

O início das atividades tem foco no trabalho tradicional das escolas: aulas expositivas e realização de exercícios, em sala de aula, para promover a fixação do conteúdo. “Durante as aulas, costumo utilizar o data show, o quadro negro e alguns vídeos”, complementa Danielle. A maior parte dos trabalhos, no entanto, é realizada em sala de aula, conforme explica a educadora: “Eles não têm muito tempo para estudar em casa, pois têm uma rotina diária de três turnos (trabalho/escola regular/curso profissionalizante), então não posso exigir que eles adiantem conteúdo em casa, por exemplo”.

Etapa 2

A etapa mais importante do plano de aulas, no entanto, vem logo em seguida. Danielle convida um profissional de uma área distinta para explicar aos alunos como é o seu trabalho e sua rotina. “Procuro convidar um profissional para explicar para a turma como é uma entrevista de emprego, o que pode e o que não pode, para dar dicas sobre como agir em uma entrevista”, comenta a professora. Após o bate-papo, Danielle pede para seus alunos elaborarem uma entrevista de emprego usando as question tags e o que foi debatido na visita do profissional.

Avaliação

O diálogo escrito pelos alunos é apresentado oralmente a todos os colegas da classe e serve como avaliação final do plano de aulas. De acordo com a professora, tanto o desempenho como a aceitação da atividade por parte dos alunos é muito boa. “Eles realizam essa atividade no último módulo do curso [que tem duração de dois anos], em que eles já estão mais focados no mercado de trabalho. Eles costumam desenvolver bem o trabalho, em duplas ou trios, e as notas costumam ser boas”, afirma Danielle, que também acredita que o trabalho final (a entrevista de emprego fictícia) é essencial para os bons resultados. “Creio que o trabalho seja uma boa saída para avaliá-los, pois eles costumam ficar nervosos para a prova tradicional e no trabalho eles rendem e aprendem mais”, afirma a professora paranaense.

 

Matéria publicada na edição de novembro de 2014.

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