Entre os grandes eventos da História, a Revolução Industrial foi um dos que teve maior influência na humanidade. Iniciada na Inglaterra, no século XVIII, a Revolução Industrial modificou profundamente a sociedade, a economia, a rotina das pessoas e outros procedimentos que, com o passar dos anos, tornaram-se universais. Por isso, Isabel Aguiar, professora de História de Fortaleza (CE), elaborou esse plano de aula para explicar aos alunos dos colégios Seráfico e Dáulia Bringel as mudanças provenientes dessa revolução.

Para iniciar

O projeto de Isabel é dedicado aos alunos dos 8º e 9º anos do ensino fundamental II, com duração variável, que pode chegar a até 5 horas-aula. Isabel faz uma observação em relação ao início das atividades: “Os alunos devem pesquisar, previamente, sobre o tema e trazerem para a sala de aula suas curiosidades e descobertas. Isso implica um potencial de maior aprendizado, unindo o conhecimento dos livros e das aulas expositivas aos conhecimentos adquiridos nas mídias digitais”, explica a professora.

Para debater

Após a pesquisa prévia, Isabel debate com os alunos sobre alguns aspectos que eles devem identificar durante as atividades, como reconhecer as especificidades que permitiram à Inglaterra o pioneirismo no processo de industrialização; perceber as transformações econômicas e principalmente das mudanças nos hábitos e nas relações de trabalho existentes no território inglês e no mundo; e reconhecer a longa duração da exploração do trabalhador (inclusive da mão de obra infantil) e da luta por direitos relacionados ao mundo do trabalho. A educadora destaca também outros aspectos que os alunos devem reconhecer: “Identificar nas mídias utilizadas na aula as relações das mesmas com a Revolução Industrial. Compreender que o mercado de trabalho industrial e tecnológico do século XXI busca mais que presença física, busca ideias. Antes da Revolução Industrial, havia a necessidade da força de trabalho para as manufaturas, depois houve a necessidade da mesma força para operar as máquinas. Hoje, sabemos, a indústria necessita de pessoas com capacidade de pensar e raciocinar de modo a desenvolver mais e mais tecnologias industriais”.

Atividades

Depois da discussão e da compreensão dos reflexos da Revolução Industrial por parte dos alunos, Isabel dá início à parte mais prática do plano de aulas. Os estudantes deverão escrever textos com base no que foi discutido e essas produções serão postadas em um blog da turma já existente ou a ser criado pelo professor usando plataformas como o Blogspot (www.blogspot.com) ou Wordpress (www.wordpress.org).

Depois desse estudo, para dar embasamento à produção digital, haverá a produção de entrevistas em vídeo com empresários, historiadores e economistas e discussões virtuais, que também serão postadas no blog. “O horário [das entrevistas] poderá ser flexível e em lugares determinados previamente ou até mesmo indeterminados, tendo em vista que o estudante pode estar em casa ou até mesmo fora de casa”, afirma a professora cearense.

Isabel também sugere outro exercício, só que off-line: “[a turma pode] convidar um professor ou especialista no tema. Pode também ser um empresário para falar de sua experiência na empresa, como o tempo é utilizado por ele e os empregados. Relacionar o tempo e o dinheiro nas relações de trabalho destacando profissões com maior e menor remuneração mensal. Depois disso, publicar o resultado em blog ou site criado pela turma e divulgar nas redes sociais”.

Por fim, caso os alunos não possam realizar as atividades fora da sala de aula, a educadora também tem uma sugestão. “Caso a escola ou os alunos não possam se deslocar em outro horário ou não tiverem as mídias, pode-se adaptar a produção escrita e realizar a confecção de jornais a serem distribuídos no ambiente escolar. E, também, convidar colegas de outras salas de aula para discutir e contribuir com a temática”, exemplifica Isabel.

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