A cartografia é a ciência que trata da concepção, da produção, da difusão, da utilização e do estudo de mapas. Apesar de ter foco no papel, ela pode ser muito útil para analisar o espaço físico onde professores e alunos se encontram. Sanderson dos Santos Romualdo, professor de Geografia e pós-graduando em Análise Ambiental, de Juiz de Fora (MG), criou este plano de aulas que alia tanto o estudo em sala de aula como a pesquisa de campo.

Dedicado a alunos do ensino médio, o projeto é elaborado para durar três aulas, as quais são divididas em várias etapas, tornando essa sugestão de aulas bastante versátil e diversificada. Confira a seguir o planejamento de Romualdo para cada uma das aulas:

Primeira aula

Para embasar as atividades, o educador sugere que os professores iniciem a discussão descobrindo, por meio de uma conversa com os alunos, o que eles sabem sobre cartografia e geografia. Para isso, Romualdo indica que sejam mostrados aos alunos mapas geopolíticos e imagens de elementos geográficos (como montanhas, vales etc.) para que os estudantes notem as diferenças.

Depois da discussão, é hora de levar os alunos para fora da sala de aula para analisarem o espaço ao redor da escola, acompanhados de um mapa do local. O documento pode ser obtido na biblioteca da escola, na prefeitura, no site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE - www.ibge.gov.br) ou, em último caso, na ferramenta Google Maps (maps.google.com), que conta com imagens do mundo inteiro escaneadas por satélites. Em seguida, “dividindo a turma em grupos de 3 ou no máximo 4 alunos, distribua cópias do mapa da localidade para cada grupo. Peça que os grupos se situem perante o mapa e comecem a fazer anotações sobre as pequenas e grandes transformações ali ocorridas”, explica Romualdo.

Para encerrar a primeira aula, o professor mineiro orienta que os alunos ampliem os estudos sobre as observações feitas em aula para o município inteiro, realizando mais pesquisas em softwares como o Google Maps e o Google Earth.

Segunda aula

Mantendo os mesmos grupos da primeira aula, peça que os estudantes elaborem um relatório de campo e um documento com algumas considerações sobre a análise do espaço observado na aula anterior. Inclua também nessa atividade a observação dos grupos que analisaram outros espaços do município. “Para a atividade, os grupos irão elencar alguns pontos para facilitar o desenvolvimento da atividade: urbanização local, questão ambiental, moradias etc. [Além disso,] como sugestões de produções, cada grupo, de acordo com o perfil dos alunos, poderá produzir um elemento do trabalho: fotografias, vídeos, entrevistas, croquis, maquetes, textos, entre outros”, explica Romualdo, que destaca que o professor, para facilitar, pode fornecer os materiais para a confecção dos trabalhos.

Terceira aula

A aula de conclusão do projeto será uma apresentação dos alunos para o restante da classe. Romualdo sugere que, ao longo das apresentações, o professor monte e organize uma apresentação maior, que depois será feita para toda a comunidade escolar. “Aqui o professor irá fazer uma consideração significando a importância da mediação cartográfica para a compreensão de diferentes fenômenos estudados pela geografia, considerando que a cartografia é uma ferramenta indispensável, em que nos anos iniciais de cada nível de ensino se aprende os conceitos-chave e que no decorrer dos outros anos a cartografia está sempre inserida nos diferentes conteúdos trabalhados pelos professores”, afirma o educador mineiro.

Avaliação

Para avaliar os alunos durante essas três aulas, Romualdo observa que os professores devem ficar atentos à participação dos alunos e aos materiais produzidos nas aulas. “Procure avaliar também a percepção e a nova concepção que os alunos começarão a ter sobre a cartografia e o seu uso para a geografia”, complementa.

 

Matéria publicada na edição de março de 2014.

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