A guerra que divide palestinos e israelenses é um dos principais conflitos dos dias atuais, mas a disputa pelo território no Oriente Médio existe há mais de um século e, segundo especialistas, parece longe de terminar. Por isso, cabe aos alunos do ensino médio conhecer o cenário, tema presente nos vestibulares e nas avaliações devido à sua atualidade. Para explicar o assunto, o professor Thiago Gerheim de Andrade, do Colégio de Aplicação João XXIII, de Juiz de Fora (MG), elaborou um plano de aula que mescla textos didáticos com elementos multimídia para esclarecer o conflito árabe-israelense. A atividade de Andrade é prevista para durar duas aulas, conforme a explicação a seguir.

Aula 1

Para iniciar o plano de aula, o professor mineiro sugere que os alunos sejam levados para a sala de informática, na qual, com o auxílio do programa gratuito de computador Google Earth ou do site Google Maps (maps.google.com), os alunos devem localizar o estado de Israel e, em seguida, o estado da Palestina. “[Eles] não irão encontrar essa segunda busca. Porém, existe o povo israelense e o povo palestino, certo? Então por que não existe o estado Palestino? É por meio dessa questão que o conflito árabe-israelense deverá ser introduzido”, explica Andrade. Nesse momento, o docente deve ensinar aos alunos quem são os árabes, os muçulmanos e os judeus (confira explicações, resumidas pelo professor, abaixo). Conclua a aula pedindo para que os alunos falem o que eles já sabem sobre o conflito, esclareça as dúvidas e peça que leiam textos a respeito da guerra para a aula seguinte. Andrade sugere utilizar sites como o Arabesq (www.arabesq.com.br), o Movimento pelos Direitos do Povo Palestino (www.mppm-palestina.org) ou livros didáticos e paradidáticos que abordem o tema.

Aula 2

Inicie a aula apresentando imagens que ilustrem o contexto histórico do conflito, passando pelos anos nos quais este ganhou proporções mundiais e interferência de outras nações. “Sugiro que a sequência seja apresentada aos alunos em formato PowerPoint, pois a forma de visualização torna-se imprescindível para um melhor entendimento e uma melhor compreensão do conteúdo pelos alunos”, indica Andrade. Os mapas sugeridos pelo professor são o do Oriente Médio (disponível em bit.ly/mapaorientemedio) e o dos países árabes, muçulmanos e com forte minoria muçulmana (bit.ly/paisesarabes).

O professor sugere também a utilização de dois infográficos, um do jornal O Estado de São Paulo (bit.ly/infoorientemedio1) e outro do portal G1 (bit.ly/infoorientemedio2, no final da página), que explicam ano a ano os principais acontecimentos da guerra. Os infográficos são necessários para que os alunos compreendam a situação na região, as demandas dos palestinos e os motivos que levam os israelenses a defenderem tão fervorosamente a terra.

Conclua o plano de aulas com um pequeno questionário, o qual servirá também como avaliação dos alunos. Thiago Andrade sugere cinco perguntas que podem ser feitas aos estudantes:

1. Qual o principal desejo dos palestinos?

2. O que dificulta os avanços em direção a novos acordos entre judeus e palestinos?

3. Qual o poder dos Estados Unidos (EUA) como membro permanente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU)? Como isso pode interferir na decisão desse organismo em assuntos como a questão palestina?

4. Esclareça o sentido das noções de mundo árabe e mundo muçulmano, distinguindo uma da outra.

5. A questão palestina é, essencialmente, um conflito nacional. Contudo, esse conflito adquire dimensão religiosa e cultural. Com base no que vimos sobre o assunto, responda ao que se pede a seguir:

a) explique por que esse é um conflito nacional;

b) discuta a importância simbólica, para israelenses e palestinos, do controle sobre Jerusalém.

 

Saiba mais! 

Quem são os árabes?

Os árabes são um ramo dos povos que habitavam a Península Arábica, a qual compreende atualmente os países Arábia Saudita, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Bahrein, Omã e Iêmen. Os árabes hoje são os cidadãos de 22 países, que falam a mesma língua – o árabe –, são socialmente e culturalmente compatíveis, partilham o mesmo patrimônio histórico-cultural e as mesmas tradições, mas mantêm suas individualidades e tradições locais distintas. Os habitantes dos 22 países árabes não são necessariamente da mesma etnia árabe que nasceu na Península Arábica nem todos são muçulmanos, embora o islamismo seja a religião predominante dos povos árabes.

Quem são os muçulmanos?

Os muçulmanos são os seguidores do islamismo, ou seja, aqueles que creem no Islã e têm como livro sagrado o Alcorão, independentemente de sua origem ou nacionalidade. Portanto, ser árabe não significa necessariamente ser muçulmano, e ser muçulmano não significa necessariamente ser árabe. Os muçulmanos são aqueles que seguem a Maomé.

Quem são os judeus?

Os judeus são membros do grupo étnico e religioso originado nas Tribos de Israel ou hebreus do Antigo Oriente. O grupo étnico e a religião judaica, a fé tradicional da nação judia, são fortemente inter-relacionados. Os judeus, portanto, seguem o judaísmo, uma das três grandes religiões monoteístas mundiais.

O que é Islão ou Islã

É uma religião monoteísta articulada pelo Corão, texto considerado por seus seguidores a palavra literal de Deus (Alá), e pelos ensinamentos e exemplos normativos de Maomé, considerado pelos fiéis como o último profeta de Deus. Um adepto do islamismo é chamado de muçulmano ou islamita. Ao lado do cristianismo e do judaísmo, o islamismo é uma das três grandes religiões monoteístas.

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