Uma das definições mais utilizadas para descrever o Brasil ressalta que se trata de “um país com proporções continentais”. É algo que se ouve com frequência, ainda mais durante a realização de grandes eventos de abrangência nacional, como a Copa do Mundo, há alguns meses, e as eleições, agora, em outubro. Ensinar as características de cada uma das regiões do Brasil não é tarefa fácil para os professores de Geografia, que precisam explicar para os alunos como é cada região do país (e como cada uma se distingue das outras, tanto em características geográficas como econômicas).

O professor Marcos Moura, de Curitiba (PR), mestre em Geografia, elaborou esse plano de aulas com duração prevista para três aulas para ensinar as regiões geoeconômicas do Brasil tanto para alunos dos primeiros sete anos (1º ao 7º ano) do ensino fundamental quanto para os alunos do 2º ano do ensino médio (adaptando as atividades a cada faixa etária). O projeto é focado na exposição teórica de como o Brasil é dividido em três grandes regiões geoeconômicas (Centro-Sul, Nordeste e Amazônia) e como essa divisão faz mais sentido do que a separação tradicional feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte.

Parte 1

Para começar as atividades, Moura apresenta para os estudantes mapas de nosso país e explica as características de cada região: vegetação, clima, formações rochosas etc. Para complementar o mapa, são apresentadas para os alunos imagens que exemplificam cada caso citado pelo professor. Esse trabalho é mais intenso com os alunos mais jovens, uma vez que eles precisam de mais reforço para eliminar generalizações, como a de que na região da Amazônia só há floresta.

Parte 2

Com base no que foi trabalhado em sala de aula, o educador divide a turma em grupos e os auxilia a montar maquetes representando as três regiões geoeconômicas do Brasil. Após a confecção dos modelos, eles devem ser expostos para os outros colegas de sala. “Cada grupo apresentou a maquete das regiões geoeconômicas (Centro-Sul, Nordeste e Amazônia), de forma que eu perguntava as características regionais e o porquê de uma divisão geoeconômica, que é um conceito de região mais explicativo do que o do IBGE”, explica Moura. Os materiais para as maquetes eram, na maioria, recicláveis e de fácil aquisição. “Como as aulas eram ministradas em área carente, no caso Colombo (PR), era preciso levar em conta as dificuldades econômicas dos alunos. Usamos materiais como caixas de papelão, caixinhas de papel etc., ou seja, material de fácil acesso e reutilizável”, afirma o professor.

Parte 3

Moura também destaca que é preciso explicar para os alunos que as maquetes não são representações fiéis das regiões. “É necessário frisar o conceito de região antes da confecção do trabalho. A maquete é apenas uma generalização e representação do espaço”, afirma o professor. “Para não simplificarem o conceito no conteúdo, por exemplo, que na Região Amazônica só existe a floresta que aparece na maquete, salienta-se que lá na Amazônia existem cidades como Manaus, mas a floresta é o fato mais importante do conteúdo regional”, completa.

 

Matéria publicada na edição de outubro de 2014.

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