O ensino de Ciências permite que o professor extrapole os livros e cadernos e faça trabalhos diferenciados com seus alunos. A professora Christiane Rossi, que leciona a disciplina no Colégio Marista de Maringá (PR), incorporou essa atitude em suas aulas sobre teoria celular com as turmas do 8º ano do ensino fundamental, com o objetivo de esclarecer para os estudantes as diferenças entre as células animais e vegetais.

O plano de aulas elaborado por Christiane é longo, com duração prevista de 15 horas-aula. Isso porque muitas aulas são dedicadas à recapitulação de conteúdos anteriores, que se referem ao tema principal. Essa é a parte teórica do trabalho, em que é feito uso de livros didáticos e textos fotocopiados sobre citologia. Para diversificar, as atividades nessa etapa foram realizadas não somente na sala de aula, mas na biblioteca e como tarefa de casa para os alunos. Outra atividade diferente é a utilização do software gratuito para computador JClic (disponível em bit.ly/JClic), que permite aos alunos fazerem uso de jogos de relacionar, cruzadinhas científicas, quebra-cabeças etc. – todos referentes à temática principal.

Hora de colocar a mão na massa

Depois da parte teórica, é hora de os alunos colocarem a mão na massa. Primeiramente, Christiane levou os estudantes para o laboratório de Ciências para que pudessem observar nos microscópios as estruturas celulares de três diferentes origens: a mucosa bucal (células de origem animal), a epiderme de uma cebola (origem vegetal – caule) e uma folha da elódea-comum (origem vegetal – folha). Na sequência, a professora pediu para os jovens prestarem atenção às diferenças entre cada tipo de célula, pois isso será importante para a etapa seguinte do plano de aulas. Ela sugere que o professor divida a turma em grupos e solicite para cada grupo a montagem de uma maquete contendo uma célula animal e outra vegetal, com suas respectivas organelas. Depois de montadas as maquetes (que podem ser feitas com qualquer material – a criatividade dos alunos é que manda), elas devem ser expostas no colégio com outras explicações e fotos a respeito das células animais e vegetais.

Avaliação

A avaliação dos alunos não se limita apenas à maquete e à participação deles durante as aulas. A professora Christiane sugere que seja feito um roteiro de aula prática – o qual deve ser respondido pelos alunos – e também uma avaliação escrita. Segundo a educadora, durante o desenvolvimento do plano de aula nem mesmo a realização de uma prova escrita tirou o ânimo dos alunos durante as aulas. “Os alunos gostaram de realizar as atividades propostas, pois estavam quase sempre ativos. Percebe-se o envolvimento deles em todas as aulas, ainda mais quando acontece nos laboratórios de Ciências e de Informática. Em sala, a realização da colagem das organelas nas células também é muito produtiva, pois, como estou presente, os alunos estão mais livres e desinibidos para perguntar, fico no meio deles, vou interferindo se há necessidade. Há colaboração entre eles e socialização. Por fim, os resultados na avaliação escrita também são satisfatórios”, afirma Christiane.

 

Matéria publicada na edição de agosto de 2014.

+ Educação
Assine a newsletter mensal e gratuita +Educação e receba ainda mais conteúdo no seu e-mail!