As aulas de Artes são um momento mais do que propício para brincar com a imaginação das crianças e deixá-las extrapolarem sua criatividade. O professor de Artes e de Educação Física Gilberto Lopes Lerina, de Florianópolis (SC), aproveitou as aulas para criar uma “caça ao tesouro” que termina com a construção de grandes bilboquês, brinquedo antigo que consiste em uma bola – com um orifício no centro e ligada a uma corda presa a um suporte – que, depois de ser atirada no ar, deve ser encaixada no suporte. Dividido em três grandes etapas, o projeto é voltado para crianças dos ensinos infantil e fundamental I.

1ª etapa

A primeira etapa começa com um teatrinho, no qual outro professor – de preferência alguém que os alunos não conheçam – entra na sala fantasiado de pirata, assusta-se com as crianças e deixa cair um pedaço de papel, que será o mapa da caça ao tesouro. O professor recolhe o “mapa” e convida as crianças a se juntarem a ele para irem atrás do “tesouro”. “Os espaços escolhidos para os desafios devem ser pensados e organizados previamente. A escolha dos locais deve ser cuidadosa para eliminar qualquer ambiente que exponha as crianças ao perigo”, aconselha Lerina. Depois de percorrerem o circuito demarcado, as crianças devem encontrar o objetivo: os garrafões de 20 litros de água.

2ª etapa

Encontrado o “tesouro”, a atividade passa para a segunda etapa, que consiste na confecção, pelas crianças (mas sempre com a ajuda do professor), de grandes bilboquês. Organize o material necessário (as garrafas, a serra e as lixas), monte uma roda com as crianças e comente sobre o tesouro que está por vir a partir do material reciclado que os estudantes acharam. Demonstre para elas a importância de reciclá-los e destaque que o que parece ser lixo pode ter outras utilidades. Depois, corte as garrafas próximas ao gargalo. Se for necessário, peça para que as crianças segurem a garrafa do lado contrário em que estiver cortando, para evitar que elas se machuquem. Em seguida, com as garrafas cortadas, distribua as lixas para os pequenos apararem as bordas das garrafas até que elas fiquem lisas. Por fim, é hora de as crianças usarem sua criatividade para pintar os bilboquês da maneira que elas quiserem. “Esses procedimentos serão feitos com a participação ativa das crianças e também possibilitam que todos possam contribuir, propiciando uma construção com caráter cooperativo”, explica o autor do plano de aula.

3ª etapa

A etapa de conclusão do projeto é uma das horas mais esperadas pelos alunos: testar e se divertir com os novos brinquedos usando pequenas bolas – a meta é que um aluno jogue a bola e outro segure o garrafão. “Inicialmente, solicite que uma dupla inicie o jogo e, à medida que este se desenrola, sugira torcidas para animar o grupo, enquanto as duplas aguardam a sua vez. Assim, a brincadeira com o objeto construído se desenrolará até que todos possam jogar”, afirma Lerina, que também aconselha o professor a incentivar os alunos a comentarem a atividade, de modo que ele descubra as opiniões das crianças sobre trabalhar em grupo e também resgate a questão ambiental da reciclagem que foi debatida na etapa anterior.

 

Matéria publicada na edição de junho de 2014.

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