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Para que a distorção idade-série seja combatida, são necessárias ações e políticas públicas consistentes. Segundo Inês Kisil Miskalo, coordenadora da área de Educação do Instituto Ayrton Senna, não há, hoje, no Brasil, políticas públicas unificadas para o combate da distorção idade-série. “Não há metas de médio e longo prazos nem ações integradas que constituam uma política”, diz Inês. Segundo ela, o Brasil precisa de políticas que incentivem os estados a criarem mecanismos que possibilitem aos alunos acelerar seus estudos. “Em nossa história recente, observamos altos e baixos [no que se refere a políticas de aceleração do ensino]. No geral, as propostas de ajuste de fluxo escolar nunca surtiram os efeitos desejados em larga escala”, afirma. No fim dos anos de 1990, de acordo com Inês, o País contava com políticas mais fortes de correção de fluxo, o chamado Programa de Aceleração de Estudos. Estas, no entanto, arrefeceram.

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Segundo o filósofo e escritor suíço Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), “a educação do homem começa no momento do seu nascimento; antes de falar, antes de entender, já se instrui”. Logo, há muito tempo já se entendia o papel importante que a família desempenha no desenvolvimento da criança. Os pais e familiares, bem como a escola, espaço em que as crianças passam os primeiros 15 ou 20 anos de sua vida, são figuras centrais no processo de crescimento do ser humano. Portanto, é preciso que tanto a família como a instituição escolar trabalhem com coerência e foco no desenvolvimento dos educandos.

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Instigar maneiras criativas de pensar e agir. Esse é um dos resultados do método design thinking para educadores, uma nova abordagem para resolução de problemas e desafios inspirada em conceitos do design. O novo processo chegou ao Brasil em 2013 por meio de uma parceria do Instituto Educa Digital com o Instituto Natura, o qual trouxe uma versão do material desenvolvido pela empresa norte-americana Ideo. Esse conteúdo – que explica passo a passo a aplicação do design thinking – pode ser baixado gratuitamente no endereço www.dtparaeducadores.org.br. “O guia é totalmente customizável, ou seja, se o professor quiser criar, é livre para isso, ele é o autor de todo o processo”, aponta a diretora executiva do Instituto Educa Digital, Priscila Gonsales. Além desse material, as escolas podem buscar oficinas para capacitar seus professores.

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“Aprender a ler e a escrever significa muito mais do que compreender o sistema de escrita alfabético. Significa produzir textos mesmo antes de saber escrever e, para isso, é preciso entender que a linguagem que se escreve se organiza a partir da intenção de comunicar algo a alguém”. A frase é de Elisangela Carolina Luciano, professora da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Adirce Caveanha, em Mogi Guaçu (SP). Elisangela cita o verdadeiro significado da alfabetização como justificativa do projeto Alfabetização e Comunicação Visual, de sua autoria, que rendeu a ela o Prêmio Educadora do Ano de 2013, concedido pela Fundação Victor Civita.

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Incentivar a leitura desde a infância pode transformar a criança em um ávido leitor e, ainda, em um escritor. A Profissão Mestre ouviu três autores para saber qual a influência de professores e da escola na decisão deles de seguir no ramo da literatura. Confira a seguir as opiniões de Luís Henrique Pellanda, Miguel Sanches Neto e Felipe Belão, que destacam a descoberta do prazer da leitura e sugerem ações essenciais para fazer do hábito de ler uma prática de vida.

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Em qualquer área, cresce a demanda por profissionais que tenham a qualificação necessária para atender às necessidades do século 21; na educação, isso também acontece. Mas, diferentemente de outras profissões, muitas vezes os baixos salários e a desvalorização da carreira docente afastam a maioria dos profissionais que pensa em ir para a sala de aula. Recente pesquisa do professor José Marcelino de Rezende Pinto, da Universidade de São Paulo (USP), mostra que o número de formandos em licenciatura no país entre 1990 e 2010 seria suficiente (menos em Física) para atender à demanda atual por professores.

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Buscar conhecimento é inerente ao ser humano e bem mais óbvio na fase infantil, quando se aprende fazendo, imitando, caindo, repetindo, ou seja, na prática. No entanto, essa  busca tão natural se perde na longa trajetória do ensino formal. O aluno, quase que passivamente, transforma-se em receptor de informações e perde o status de agente do próprio conhecimento. Que tal, então, ajustar essa lógica, de modo a descentralizar o papel do professor em sala de aula e passar o bastão de protagonista ao aluno? É justamente essa a proposta das chamadas metodologias ativas no ensino, já aplicadas com sucesso no exterior e em algumas escolas brasileiras.

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A inserção de novas tecnologias em sala de aula é constante. A cada mês, semana ou dia, ferramentas inéditas surgem para modificar ou incrementar a forma de ensinar as crianças e os jovens. Um desses novos aparatos tecnológicos que surgiram nos últimos anos foi a carteira eletrônica, que nada mais é do que a carteira tradicional em que os alunos se sentam, mas com um computador embutido. A CPU, ou unidade central de processamento, fica onde é o tampo da carteira, com o monitor acima.

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O slogan do Instituto Reação – “Formando faixas pretas dentro e fora do tatame” – resume mais do que a proposta do trabalho da entidade, criada pelo medalhista olímpico Flávio Canto. A frase revela a perseverança desse jovem campeão que, com força de vontade e determinação – a mesma que ele demonstrou no esporte –, correu atrás de seus objetivos e implantou na comunidade da favela da Rocinha, no Rio de Janeiro (RJ), o Reação. Com um grupo de amigos voluntários, Canto percebeu que precisava fazer mais pela comunidade de baixa renda e partiu para a ação. A ideia central da entidade é utilizar o esporte para atrair o público-alvo, com foco no desenvolvimento das competências sociais, cognitivas, produtivas e pessoais dos alunos. Para isso, além da escola de judô e do treino de atletas para competições, o instituto atua nas áreas de educação, cultura, saúde e mercado de trabalho.

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Segundo dados do Censo escolar, mais de 1,5 milhão de estudantes deixaram a escola em 2012. No ensino médio, foram cerca de 10% dos estudantes. O censo mostrou também que um terço dos alunos do ensino médio está dois anos ou mais acima da idade adequada para a série que estava cursando, percentual que se manteve no ano passado. Com base nesse cenário, os pesquisadores Mariana Calife e Tufi Machado Soares, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), promoveram um estudo com 3.365 jovens para entenderem os motivos que levam à evasão escolar. Os resultados foram apresentados durante o Encontro Internacional de Educação Salamundo 2013, que aconteceu em Curitiba.

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