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Mas como os alunos definem um bom professor? Eles dizem que aprendem mais com o professor que olha no olho, se importa com o aprendizado, responde às questões sem tratá-las como bobas, entre outros aspectos. Essas características foram apontadas na pesquisa Fatores que influenciam o desempenho escolar: o que os alunos dizem?, realizada pelo Instituto Positivo em 2012 e publicada em 2013, com alunos das escolas do grupo.

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A educação brasileira enfrenta o desafio de melhorar sua qualidade. Para o aperfeiçoamento do professor,entre as principais etapas está o trabalho permanente de formação. O estudo Formação continuada de professores no Brasil: acelerando o desenvolvimento de nossos educadores, do Instituto Ayrton Senna e do The Boston Consulting Group (BCG), indica quatro principais linhas de ação estabelecidas na formação continuada que podem ser implementadas com diferentes estratégias (veja mais no box). “Quando o instituto decidiu tratar da formação continuada, não é por não entender a importância das outras etapas da carreira do professor. O que entendemos é que, na situação atual, com cerca de 45 milhões de alunos nas redes escolares e cerca de 2 milhões de professores em serviço, abordar a formação continuada seria o caminho mais acionável, em um prazo menor, para termos uma melhoria na educação”, explica Daniela Arai, analista de projetos da área de Avaliação e Desenvolvimento do Instituto Ayrton Senna.

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Desde o surgimento da internet, o mundo não consegue mais viver longe das plataformas digitais, quaisquer que sejam. Por isso, saber usar esses veículos a favor das pessoas e de alguma mudança positiva é imprescindível. Um exemplo disso é o portal Cultura Ambiental nas Escolas (www.culturaambientalnasescolas.com.br), lançado pela Tetra Pak em 2009, que vem causando interessantes mudanças no modo como escolas, associações e organizações não governamentais (ONGs) voltadas ao meio ambiente pensam e trabalham a questão.

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Paulo Freire (1921-1997) ficou conhecido no mundo todo por defender um modelo de educação mais crítico e alinhado com o pensamento e a cultura do povo. No entanto, suas ideias, ainda que muito estudadas no ensino superior, acabam, na prática, sufocadas pela hegemonia dos testes de larga escala, como a Prova Brasil e o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa). É o que considera o educador argentino Carlos Alberto Torres, amigo do pedagogo brasileiro, diretor e fundador dos institutos Paulo Freire do Brasil (em 1991), da Argentina (em 2003) e da Universidade da Califórnia (Ucla), em Los Angeles (em 2002).

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Você já parou para pensar que fazer um pão é um processo químico ou que uma tela de computador é uma matriz de pontos? Ou, ainda, que por trás da construção de uma ponte ou de processos nos setores de energia elétrica, telecomunicações, agronegócio ou transporte aéreo está a matemática? Muito mais do que uma disciplina escolar, ela é peça-chave para o planejamento, a tomada de decisões e a produtividade em setores vitais da economia. Ou seja, o conhecimento de áreas ligadas às ciências exatas é crucial para o desenvolvimento do País. Por outro lado, há dificuldade no aprendizado e pouco interesse dos jovens em seguirem carreiras nessa área. Um levantamento feito pelo movimento Todos pela Educação, divulgado em 2013, mostra que só 10 % dos jovens brasileiros que concluem o ensino médio sabem matemática. Outro estudo revela que, até 2015, o Brasil precisará de 300 mil engenheiros, mas, segundo a Federação Nacional dos Engenheiros, o Brasil forma aproximadamente 38 mil engenheiros por ano e precisa de quase o dobro para dar conta da demanda. Também é grande o desinteresse em áreas como matemática, física e química, nas quais sobram vagas nas universidades.

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O Brasil possui enorme pluralidade de estilos e gêneros musicais, como samba, rock, sertanejo, axé etc. Entre os gêneros menos populares estão a ópera e a música clássica. Silvana Scarinci, pesquisadora da Universidade Federal do Paraná (UFPR), no entanto, tem trabalhado para levar as obras de músicos barrocos como Claudio Monteverdi, Marin Marais, Guillaume de Machaut e Josquin des Prez para o cotidiano de alunos das escolas públicas de Curitiba (PR) e região.

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A tecnologia em três dimensões (3D) tem se popularizado nos últimos anos com o aumento das salas de cinema, televisores e videogames que dispõem dessa possibilidade. Por outro lado, suas formas mais básicas continuam existindo, como o 3D anáglifo – aquele efeito conhecido pelas imagens e pelos óculos com uma lente azul e outra vermelha. Para a professora Roberta Giovanelli, que leciona Matemática no Centro Educacional Praia da Costa (CEPC), em Vila Velha (ES), os óculos de 3D anáglifo se tornaram uma alternativa criativa – e eficaz – para ensinar conteúdos de geometria. “Quando eu estava resolvendo uma atividade do livro com os alunos que falava sobre a aplicação da Relação de Euler em sólidos geométricos, ao abordarmos o exemplo do cubo truncado [cubo com os cantos aparados], surgiu a dificuldade de desenhar no quadro e, principalmente, dos alunos visualizarem a imagem que apenas eu conseguia verificar”, relata Roberta. E continua: “Comentei com eles sobre a possibilidade desse cubo ser desenhado em 3D para dar mais ênfase nos elementos (faces, arestas e vértices) que eles precisavam identificar. Fui para casa, pesquisei, tentei e provei que poderia acontecer”.

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Entrar em contato com mais de 35 milhões de educadores e estudantes espalhados ao redor do mundo, trocar experiências e conhecimentos com eles e, o mais importante, fazer tudo isso sem sair de casa ou até mesmo direto do seu celular smartphone. Essa é a proposta do Edmodo (www.edmodo.com), rede social on-line dedicada exclusivamente a professores, alunos, gestores e até mesmo pais, criada para que todos possam manter contato entre si e conhecer novidades.

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Quem leciona na rede pública, em qualquer região ou estado brasileiro, conhece bem a cena: em uma sala do 9º ano do ensino fundamental, com 25 alunos, ao menos cinco jovens já passam dos 16 anos de idade; em muitos, já começa a crescer barba, alguns já têm filhos e outros iniciam a procura por trabalho. No início do ano letivo, os professores já arriscam dizer: este, esse e aquele têm poucas chances de passar de ano em dezembro. A repetência e a entrada tardia na escola configuram a realidade do sistema educacional brasileiro, marcado em algumas regiões pela cultura da reprovação como punição àqueles que pouco se esforçaram para aprender e comportar-se e da escola como espaço que separa o joio do trigo, os destinados ao sucesso. Os bem-dotados recebem o selo da aprovação, enquanto para o resto a reprovação funciona como ferramenta que os pressiona portão afora da escola. No Brasil, onde livros eram apreendidos pela coroa até o início do século XIX, a história mostra que não há interesse em apoderar todo mundo com as armas do saber. Mas hoje se sabe que a exclusão de vastas camadas da população por meio de conhecimentos insuficientes para que estejam habilitadas ao trabalho é um problema para todos.

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Segundo Roberto Catelli, consultor da ONG Ação Educativa, no Brasil existem hoje cerca de 65 milhões de pessoas que não concluíram o ensino fundamental. Isso equivale a um terço da população brasileira (202 milhões). Para tentar aliviar o problema, foi criada, na década passada, a modalidade de ensino de jovens e adultos (EJA). No entanto, desde 2009, a oferta de vagas no EJA “vem caindo ano a ano”, ressalta Catelli. De acordo com dados do Censo Escolar, entre 2009 e 2013 foram desativadas 14.581 turmas de EJA. Gestores reclamam do alto índice de abandono e educadores enfatizam a inadequação da metodologia adotada. Muitas das turmas de EJA funcionam em escolas de ensino fundamental e ensino médio regulares, no período noturno, o que pode gerar conflitos. Catelli acredita ser necessário investir em escolas “mais adequadas a esse público”. “Em grande parte, a evasão nas turmas de EJA ocorre porque este não cumpre com as expectativas dos adultos que estão lá. Tanto o espaço físico como a metodologia e o currículo não se adéquam às perspectivas dos alunos”, afirma. O consultor ressalta ainda que, em muitas cidades, faltam vagas no EJA. É um círculo vicioso. “Falta vontade política para sanar a dívida social da educação”, resume o consultor.

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