Matérias

É de conhecimento geral que a televisão ocupa lugar importante na preferência dos brasileiros. É o segundo eletrodoméstico mais presente nas casas do Brasil, fazendo parte de 95% dos lares, segundo dados do Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Por ser tão popular, a TV também está presente no processo ensino-aprendizagem. O maior destaque nessa área é o Telecurso, iniciativa da Fundação Roberto Marinho existente desde 1978. No Salamundo 2013, o secretário-geral da fundação, Hugo Barreto, palestrou sobre o programa e a importância da televisão na história da educação. Na oportunidade, ele conversou com a Profissão Mestre sobre o tema. Confira a entrevista a seguir.  

Leia mais...

Nascida na Grécia Antiga, cidadania descrevia a condição do cidadão, ou seja, a pessoa com direitos de participar das instâncias decisórias na polis. Servia também para restringir esse acesso somente a homens livres e proprietários de terras, e foi apontada por Aristóteles como uma forma de construir a felicidade. Como meio de perpetuar essa tradição, as pessoas formadas para exercer cidadania eram homens e filhos de proprietários de terras, que perpetuavam o perfil do cidadão e adequavam conhecimentos escolásticos à demanda da polis. Em Esparta, por exemplo, todos os homens eram treinados desde a infância para a guerra, tornando-se cidadãos quando soldados aptos ao combate. A cidadania se forjou, desde a Antiguidade Clássica, com uma dinâmica de exclusão.

Leia mais...

Segundo o professor Ladislau Dowbor, do Núcleo de Estudos do Futuro (NEF/PUC-SP), ensinar a criança para exercer a cidadania é um trabalho diretamente relacionado à ocupação do território das cidades. Para ele, a natureza das crianças é o movimento do corpo, mas as cidades grandes da atualidade seguem uma tendência de trancá-las, seja em casa para protegê-las dos “perigos da rua”, seja nas escolas, “se possível em tempo integral”, para prepará-las para o mercado de trabalho. “Nas nossas cidades, a ideia mais forte é a de que se pode viver feliz isolado em um apartamento com sofá, geladeira e aparelhos eletrônicos, como em um ninho, isolado de tudo e todos. Essa família mononuclear é claustrofóbica. Décadas atrás, as crianças tinham convívio social na rua, com outros núcleos da própria família, no bairro, e isso morreu”, avalia.

Leia mais...

É fato que a educação no século XXI não deve se limitar apenas à simples transmissão de conteúdos. Não basta mais que os alunos saibam quem descobriu o Brasil ou qual é a raiz quadrada de 49. É preciso desenvolver também questões como saber trabalhar em grupo, ser uma pessoa generosa, justa, resiliente etc., qualidades que comporão o caráter da pessoa. O educador espanhol Alfonso Aguiló defende que é de extrema importância a existência de um programa de formação de caráter nas escolas, pois isso só beneficiará a convivência dos alunos tanto dentro quanto fora dos colégios.

Leia mais...

CENA 1: O professor entra na sala de aula de sua turma de ensino médio, em um colégio particular de alto padrão em São Paulo (para preservar suas identidades, instituição e pessoas envolvidas foram mantidas em anonimato). Com dificuldade de acalmar os alunos para começar a atividade, ele grita: “Silêncio! Vocês parecem moleques da favela!”. Prontamente a turma obedece à ordem, como resposta à comparação negativa. Um dos alunos se sente incomodado com o uso da analogia pelo professor por julgá-la preconceituosa com a população das favelas, denotando que a condição de pobreza torna as pessoas indivíduos de modos reprováveis. Conversa em casa com o pai, que concorda com o filho mas prefere não levar o caso em frente por julgar o colégio excessivamente conservador, apesar de boa fama e bons resultados nas avaliações externas. O jovem comenta com colegas, e alguns mostram preocupação em impor uma correção política na fala do professor.

Leia mais...

A “denúncia” de uma patrulha do “clima politicamente correto” nas instituições de ensino ganha força na imprensa de circulação nacional, com o trabalho de colunistas como Hélio Schwartsman e Luiz Felipe Pondé, da Folha de S. Paulo, e Reinaldo Azevedo, que além de colunista do mesmo jornal escreve um blog no portal e uma coluna na versão impressa da revista Veja. O tema, no entanto, não é somente brasileiro, tampouco recente. Historicamente, o termo e a ideia da “correção política” no uso da linguagem surgiram nos Estados Unidos, no final da década de 1980 e início dos anos 1990, também com a forma de denúncia feita por professores universitários conservadores que vinham sendo questionados por palavras e atitudes discriminatórias em ambientes de ensino superior.

Leia mais...

O cotidiano do professor é muito atribulado. É preciso preparar aulas, manter a disciplina dos alunos, corrigir tarefas e provas, pesquisar conteúdos inéditos (multimídia ou não) para as aulas etc. Com essa rotina, o educador busca sempre várias ferramentas que possam auxiliá-lo e uma plataforma gratuita desenvolvida por uma das maiores empresas de tecnologia do planeta vem ganhando adeptos no mundo todo.

Leia mais...

Para o neurocientista português José Morais, professor da Universidade Livre de Bruxelas e doutor em Desenvolvimento da Cognição e Psicolinguística, não é possível afirmar qual é a melhor forma de se aprender a ler e a escrever. Nesta entrevista concedida à Ilona Becskeházy, consultora da área de educação, colunista da Gestão Educacional e comentarista do boletim Missão Aluno, da rádio CBN, Morais aborda as linhas gerais do processo de aprendizagem que decorrem dos atuais conhecimentos científicos e avalia questões práticas de alfabetização, como a importância de se ler para crianças pequenas e as características que diferenciam os métodos fônico e construtivista de alfabetização. Para o especialista português, não há idade certa, do ponto de vista cognitivo, para se alfabetizar uma criança. Porém, ele critica a definição, por parte do governo brasileiro, de alfabetização aos 8 anos: “para a maioria das crianças, pôr a meta da alfabetização aos 8 anos é ou um grande erro ou um grande crime e, de qualquer modo, nega [à criança] um de seus direitos fundamentais”. Morais esteve no Brasil em agosto de 2014 para participar do VII Seminário Internacional, promovido pelo Instituto Alfa e Beto (IAB), em Belo Horizonte (MG). Confira a seguir a entrevista com o educador.

Leia mais...

Ensinar ciências com enfoque no cotidiano. Essa é uma das missões do Museu da Vida, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, que atua na disseminação de temas relacionados à saúde e à ciência. Segundo Alessandro Batista, coordenador do Serviço de Visitação e Atendimento ao Público do museu, a dinâmica do espaço – com setores espalhados pelo campus da Fiocruz – contribui para despertar o interesse das crianças pela ciência. Maquetes, reproduções em tamanhos variados, projeções, peças de teatro, exposições, laboratório dos sentidos, ambientes com ilusão de ótica e para experimentos estão entre as opções oferecidas pelo museu, que recebe estudantes de todo o País por meio de agendamento prévio. O museu também abriga o Parque da Ciência, com áreas externa e interna, onde há aparatos que podem ser tocados pelos alunos, com destaque para temáticas relacionadas à organização da vida, energia e comunicação. Os estudantes ainda podem fazer seus próprios experimentos, brincar e aprender nos espaços interativos e lúdicos. A trajetória dos principais personagens da história das ciências da saúde pode ser conhecida. “A ideia é tornar a ciência algo acessível às pessoas e, quando se usam recursos lúdicos, o acesso à informação e ao saber científico é facilitado. Com a interatividade, o visitante passa a ser sujeito”, explica Batista. Além da visitação agendada para turmas de alunos, é mantida uma parceria com as escolas públicas do entorno da Fiocruz, inclusive com a capacitação de professores dessas instituições.

Leia mais...

Um laboratório bem-estruturado pode representar um suporte importante para o ensino de Ciências. Entretanto, de acordo com dados do Censo Escolar 2013 disponibilizados na plataforma QEdu (www.qedu.org.br/brasil/censo-escolar), o laboratório de Ciências está presente em apenas 11% das mais de 190 mil escolas brasileiras. Ives Solano Araujo, professor do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), acredita que para tornar as aulas dessa área de conhecimento interessantes e mais produtivas o docente deve começar apresentando conceitos concretos e, em seguida, contextualizar com situações curiosas e potencialmente motivadoras. “Essas situações devem ser transformadas em problemas para, depois, formalizar o conteúdo. Esse formato leva a melhores resultados em termos de aprendizagens com significado”, afirma Araujo. Para ele, o laboratório de Ciências, entre outras possibilidades, deve ser utilizado como forma de contextualizar na prática o conteúdo teórico. “O laboratório vale para a ratificação de conceitos e ideias, e como alternativa para a problematização do conteúdo, de forma a motivar o engajamento cognitivo do aluno com o que se está aprendendo”, considera o professor.

Leia mais...
+ Educação
Assine a newsletter mensal e gratuita +Educação e receba ainda mais conteúdo no seu e-mail!