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Diálogo. Para a escritora e filósofa Marcia Tiburi, esse é o termo que melhor explica a filosofia. “Para filosofar, a gente tem que aprender a dialogar”, afirma. Marcia acredita que, hoje, falta tanto diálogo quanto olhar para o outro. E inserir o diálogo na sociedade é, para ela, a grande contribuição da filosofia. Doutora em Filosofia, graduada em Filosofia e Artes, professora do Programa de Pós-Graduação em Educação, Arte e História da Cultura da Universidade Mackenzie e autora de romances, ensaios e vários livros sobre filosofia, Marcia esteve em Curitiba para participar do Litercultura 2015, no mês de junho, e conversou com a Profissão Mestre. A autora acredita que, na escola, a filosofia deve ser encarada como uma contribuição para as pessoas experimentarem um processo de reflexão. No entanto, a filósofa alerta que o conteúdo deve ser abordado com base na cultura e nas questões contemporâneas, relacionadas a quem está na sala de aula. “Se não forem trabalhados com metodologias contemporâneas, esses conteúdos históricos [da filosofia] podem se tornar realmente enfadonhos”, adverte. Acompanhe a entrevista a seguir.

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O circo é referência por sua capacidade de despertar a imaginação e de trabalhar com a ludicidade e a criatividade. É um espaço mágico, em que reinam a brincadeira e o riso, que acaba destoando da escola (principalmente a partir dos ensinos fundamental e médio), ambiente com regras e concentração, que deve ter menos barulho possível. No entanto, nas aulas de Arte da Escola Estadual Profª Maria de Lourdes Bezerra, localizada na periferia de Macau (RN), o circo e a escola ocuparam o mesmo espaço em 2013. O responsável por isso foi Emanuel Alves Leite – mais conhecido como Emanuel Coringa –, professor de Arte formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Como ele mesmo se declara, Emanuel é um palhaço antes mesmo de ser educador. “Sou filho de um movimento popular, o que me influenciou, além de ser de uma família de educadores. Desde 15, 16 anos, faço parte de um movimento chamado Movimento Escambo de Artistas de Rua, que existe há mais de 20 anos”, relata Emanuel. “Entrei nesse movimento por meio da Companhia Arte e Riso, que acompanha minha trajetória até hoje, grupo do qual eu sou um dos fundadores”, complementa.

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Em 1845, o filósofo alemão Friedrich Engels publicou uma de suas principais obras, A situação da classe trabalhadora na Inglaterra, na qual denunciou que a poluição das águas em cidades como Londres e Manchester, que gerou escassez desse recurso, e a aglomeração de pessoas em pequenas porções de terra ao redor das fábricas eram as principais causas de doenças, epidemias, desigualdades e outros muitos flagelos que acometiam a população britânica. Esses fatos, segundo o autor, foram gerados e potencializados por causa da organização das condições de produção e vida, o que incluía o tratamento da natureza como um mero acessório no cenário de uma sociedade industrial.

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Mais do que nunca, o papel da família e o relacionamento dela com a escola têm se tornado essenciais para o desenvolvimento das crianças. Em uma sociedade em que ambas as instituições passam por um momento de transformação devido a uma série de fatores (inserção de novas tecnologias, rotinas atribuladas das famílias etc.), é preciso refletir sobre como deve ser o trabalho dos pais e da escola em relação à educação das crianças. Para Érika Carvalho, consultora educacional, pedagoga e palestrante, a chave está na educação ativa, que prega a continuidade, no ambiente escolar, do desenvolvimento de valores iniciado na família.

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Eh, companheiro, hum!
Eh, levanta pedra, hum!
Eh, lá vem ela, hum!
Eh, (es)tá pesada, hum!
Eh, bota força, hum!
Eh, lá vem ela acolá, hum!
Eh, companheiro, hum!
Eh, puxa pedra, hum! 

Canto de trabalho de Pernambuco, citado por Mário de Andrade na obra Ensaio sobre a música brasileira 

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Vencedor de seis prêmios Jabuti entre 2008 e 2014 – três por Melhor Livro Reportagem e três por Livro do Ano de Não Ficção –, o jornalista de Maringá (PR) Laurentino Gomes é um dos principais expoentes da literatura brasileira na atualidade. A premiada trilogia 1808, 1822 e 1889 (Globo Livros e Ed. Ediouro), de sua autoria, trouxe, de maneira irreverente, a história do Brasil para o cotidiano do brasileiro no século 21 e deixou figuras históricas, como Dom João VI, Dom Pedro I e Dom Pedro II, mais conhecidas por jovens e adultos. Para Gomes, no entanto, sua principal contribuição é ter tornado a história do país algo de fácil acesso e entendimento para o público geral. “Ninguém precisa sofrer para estudar história”, afirma o escritor, que já está preparando sua próxima trilogia, que abordará a escravidão no Brasil e deve ter seu primeiro volume publicado em 2019. Na entrevista concedida à Profissão Mestre, Gomes fala do processo de criação dos livros que compõem a trilogia premiada, de como ele avalia o ensino da disciplina nas escolas brasileiras e de como tornar a leitura algo mais prazeroso e atraente para os jovens – o escritor acredita que é preferível iniciar a leitura com livros dedicados ao público jovem, como a saga Harry Potter, para depois introduzir obras de escritores clássicos aos leitores. Confira-a a seguir.

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A melhoria da qualidade da educação brasileira tem sido uma das principais bandeiras de manifestações populares nos últimos anos. Entre tantas reivindicações estão a da valorização dos professores e melhores condições de trabalho. Muito além das discussões acerca da remuneração e do status do docente no Brasil está a análise sobre a formação desses educadores e a capacitação profissional que eles recebem durante sua atuação. O diagnóstico mostra falhas que se revelam no abismo entre o perfil teórico das graduações e a prática em sala de aula.

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Mozart Neves Ramos, diretor de Articulação e Inovação do Instituto Ayrton Senna, acredita que os formandos de cursos de licenciaturas saem da universidade distantes da realidade da escola pública. “Eles têm uma bagagem estritamente teórica, mas a prática quase não se vê na graduação”. Acompanhe o que ele destaca sobre os desafios da formação de professores no Brasil na entrevista a seguir.

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Segundo estimativa da psicóloga Ângela Maria Vieira Pinheiro, professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), 10% da população mundial tem dislexia. Trata-se de um transtorno de linguagem no qual a pessoa sente dificuldades em ler, escrever, soletrar, memorizar, concentrar-se, organizar-se e sequenciar letras, números, palavras etc. Em crianças, a condição se manifesta em graus variados e, muitas vezes, ocorre em associação com outras dificuldades de aprendizagem. Para auxiliar os educadores no trabalho com alunos disléxicos, a organização não governamental (ONG) Dyslexia International tem criado diversos portais on-line com materiais de apoio para educadores e pais. No Brasil, o material foi traduzido como Conhecimentos básicos para professores: dislexia: como identificar e o que fazer ou simplesmente Dislexia Brasil (dislexiabrasil.com.br), portal coordenado pela professora Ângela, o qual em pouco mais de um ano de existência possui 78 mil usuários cadastrados. “Como suas versões originais, o site Dislexia Brasil é indicado para professores do ensino fundamental, em exercício de suas funções ou ainda em formação, que desejam desenvolver uma compreensão básica sobre os processos de desenvolvimento da leitura e sobre a dislexia”, explica a curadora do site.

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A popularização dos smartphones trouxe uma série de mudanças para a sociedade, algumas positivas – como maior velocidade na troca de informações – e outras negativas. Um problema crescente entre os jovens tem sido o sexting, prática que envolve a troca de mensagens, fotos e vídeos sensuais. Infelizmente, tem se tornado cada vez mais comum o vazamento de tais conteúdos, o que prejudica a imagem das pessoas envolvidas (na maioria, adolescentes do sexo feminino) e gera constrangimento, vergonha e outras consequências. Ao se deparar com situações dessa natureza, Gina Vieira Ponte, professora de Língua Portuguesa do Centro de Ensino Fundamental 12, de Ceilândia (DF), ficou chocada. Ela viu, em uma rede social, um vídeo de uma garota de apenas 13 anos dançando de forma muito provocativa, o que a deixou espantada. “Ela mesma se gravou dançando e postou. E recebeu uma série de comentários muito depreciativos. O que me chamou a atenção é que ela não tinha noção do desrespeito que ali estava sendo imputado”, diz a professora.

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