Segundo o professor Ladislau Dowbor, do Núcleo de Estudos do Futuro (NEF/PUC-SP), ensinar a criança para exercer a cidadania é um trabalho diretamente relacionado à ocupação do território das cidades. Para ele, a natureza das crianças é o movimento do corpo, mas as cidades grandes da atualidade seguem uma tendência de trancá-las, seja em casa para protegê-las dos “perigos da rua”, seja nas escolas, “se possível em tempo integral”, para prepará-las para o mercado de trabalho. “Nas nossas cidades, a ideia mais forte é a de que se pode viver feliz isolado em um apartamento com sofá, geladeira e aparelhos eletrônicos, como em um ninho, isolado de tudo e todos. Essa família mononuclear é claustrofóbica. Décadas atrás, as crianças tinham convívio social na rua, com outros núcleos da própria família, no bairro, e isso morreu”, avalia.

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06/04/2015

A “denúncia” de uma patrulha do “clima politicamente correto” nas instituições de ensino ganha força na imprensa de circulação nacional, com o trabalho de colunistas como Hélio Schwartsman e Luiz Felipe Pondé, da Folha de S. Paulo, e Reinaldo Azevedo, que além de colunista do mesmo jornal escreve um blog no portal e uma coluna na versão impressa da revista Veja. O tema, no entanto, não é somente brasileiro, tampouco recente. Historicamente, o termo e a ideia da “correção política” no uso da linguagem surgiram nos Estados Unidos, no final da década de 1980 e início dos anos 1990, também com a forma de denúncia feita por professores universitários conservadores que vinham sendo questionados por palavras e atitudes discriminatórias em ambientes de ensino superior.

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Ensinar ciências com enfoque no cotidiano. Essa é uma das missões do Museu da Vida, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, que atua na disseminação de temas relacionados à saúde e à ciência. Segundo Alessandro Batista, coordenador do Serviço de Visitação e Atendimento ao Público do museu, a dinâmica do espaço – com setores espalhados pelo campus da Fiocruz – contribui para despertar o interesse das crianças pela ciência. Maquetes, reproduções em tamanhos variados, projeções, peças de teatro, exposições, laboratório dos sentidos, ambientes com ilusão de ótica e para experimentos estão entre as opções oferecidas pelo museu, que recebe estudantes de todo o País por meio de agendamento prévio. O museu também abriga o Parque da Ciência, com áreas externa e interna, onde há aparatos que podem ser tocados pelos alunos, com destaque para temáticas relacionadas à organização da vida, energia e comunicação. Os estudantes ainda podem fazer seus próprios experimentos, brincar e aprender nos espaços interativos e lúdicos. A trajetória dos principais personagens da história das ciências da saúde pode ser conhecida. “A ideia é tornar a ciência algo acessível às pessoas e, quando se usam recursos lúdicos, o acesso à informação e ao saber científico é facilitado. Com a interatividade, o visitante passa a ser sujeito”, explica Batista. Além da visitação agendada para turmas de alunos, é mantida uma parceria com as escolas públicas do entorno da Fiocruz, inclusive com a capacitação de professores dessas instituições.

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Um laboratório bem-estruturado pode representar um suporte importante para o ensino de Ciências. Entretanto, de acordo com dados do Censo Escolar 2013 disponibilizados na plataforma QEdu (www.qedu.org.br/brasil/censo-escolar), o laboratório de Ciências está presente em apenas 11% das mais de 190 mil escolas brasileiras. Ives Solano Araujo, professor do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), acredita que para tornar as aulas dessa área de conhecimento interessantes e mais produtivas o docente deve começar apresentando conceitos concretos e, em seguida, contextualizar com situações curiosas e potencialmente motivadoras. “Essas situações devem ser transformadas em problemas para, depois, formalizar o conteúdo. Esse formato leva a melhores resultados em termos de aprendizagens com significado”, afirma Araujo. Para ele, o laboratório de Ciências, entre outras possibilidades, deve ser utilizado como forma de contextualizar na prática o conteúdo teórico. “O laboratório vale para a ratificação de conceitos e ideias, e como alternativa para a problematização do conteúdo, de forma a motivar o engajamento cognitivo do aluno com o que se está aprendendo”, considera o professor.

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Veja a seguir como foi a reação das escolas em que os professores Carlos Christian Gomes e Ana Paula Marino Cezar foram vítimas de violência.

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