A violência nas escolas está associada a múltiplos fatores de ordem interna e externa, conforme destaca a cartilha Escolas seguras, publicada em 2010 por meio do Projeto Juventude e Prevenção da Violência, realizado pelo governo federal, pelo Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

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16/01/2015

Mas como os alunos definem um bom professor? Eles dizem que aprendem mais com o professor que olha no olho, se importa com o aprendizado, responde às questões sem tratá-las como bobas, entre outros aspectos. Essas características foram apontadas na pesquisa Fatores que influenciam o desempenho escolar: o que os alunos dizem?, realizada pelo Instituto Positivo em 2012 e publicada em 2013, com alunos das escolas do grupo.

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A educação brasileira enfrenta o desafio de melhorar sua qualidade. Para o aperfeiçoamento do professor,entre as principais etapas está o trabalho permanente de formação. O estudo Formação continuada de professores no Brasil: acelerando o desenvolvimento de nossos educadores, do Instituto Ayrton Senna e do The Boston Consulting Group (BCG), indica quatro principais linhas de ação estabelecidas na formação continuada que podem ser implementadas com diferentes estratégias (veja mais no box). “Quando o instituto decidiu tratar da formação continuada, não é por não entender a importância das outras etapas da carreira do professor. O que entendemos é que, na situação atual, com cerca de 45 milhões de alunos nas redes escolares e cerca de 2 milhões de professores em serviço, abordar a formação continuada seria o caminho mais acionável, em um prazo menor, para termos uma melhoria na educação”, explica Daniela Arai, analista de projetos da área de Avaliação e Desenvolvimento do Instituto Ayrton Senna.

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Segundo Roberto Catelli, consultor da ONG Ação Educativa, no Brasil existem hoje cerca de 65 milhões de pessoas que não concluíram o ensino fundamental. Isso equivale a um terço da população brasileira (202 milhões). Para tentar aliviar o problema, foi criada, na década passada, a modalidade de ensino de jovens e adultos (EJA). No entanto, desde 2009, a oferta de vagas no EJA “vem caindo ano a ano”, ressalta Catelli. De acordo com dados do Censo Escolar, entre 2009 e 2013 foram desativadas 14.581 turmas de EJA. Gestores reclamam do alto índice de abandono e educadores enfatizam a inadequação da metodologia adotada. Muitas das turmas de EJA funcionam em escolas de ensino fundamental e ensino médio regulares, no período noturno, o que pode gerar conflitos. Catelli acredita ser necessário investir em escolas “mais adequadas a esse público”. “Em grande parte, a evasão nas turmas de EJA ocorre porque este não cumpre com as expectativas dos adultos que estão lá. Tanto o espaço físico como a metodologia e o currículo não se adéquam às perspectivas dos alunos”, afirma. O consultor ressalta ainda que, em muitas cidades, faltam vagas no EJA. É um círculo vicioso. “Falta vontade política para sanar a dívida social da educação”, resume o consultor.

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