Só temos duas formas de competir em um determinado mercado (diferenciar-se): ou por preço ou por valor. Na linguagem comum do dia a dia usam-se, de maneira intercambiável, os termos valor e preço. Pode-se entender que o preço de um bem depende das condições de mercado, enquanto o conceito de valor estaria associado às condições subjetivas de cada indivíduo, sendo função de suas preferências e necessidades.

Escolher competir pelo preço exige uma administração extremamente austera dos custos. Quem trabalha somente com preço, está sempre trabalhando com margens reduzidas, apertadas e, por consequência, nunca investe em nada, nunca treina, nunca busca um diferencial. Acaba por depreciar o negócio.

Para definir o preço de alguma coisa é preciso analisar o valor do serviço, do ponto de vista do possível comprador. Se a percepção dele registra valor irrelevante, o preço será necessariamente baixo. Portanto, se quisermos obter um preço melhor pelo serviço oferecido, será necessário procurar outro comprador ou encontrar meios de alterar a percepção de valor daquele cliente em relação ao que colocamos à venda.

Para mudarmos a percepção de valor precisamos introduzir mudanças materiais ou conceituais que criem novos significados ou aplicações dos serviços que oferecemos aos nossos clientes.

Com relação ao diferencial socioambiental, percebemos cada vez mais cobranças advindas da sociedade decorrentes de uma maior conscientização acerca do papel social e ambiental exercidos pelas empresas e que acabam por agregar novas responsabilidades aos modelos de gestão tradicionais, antes mais focados em aspectos econômicos e financeiros. A sustentabilidade, ou o desenvolvimento sustentável, é pautada no equilíbrio e ponderação dos esforços dispensados para a construção de uma operação baseada nos pilares econômico, social e ambiental, podendo ser definida como o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual sem comprometer a capacidade de atender às necessidades das futuras gerações. É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro.

A escola é um campo fértil no desenvolvimento de ações socioambientais responsáveis, através da educação e na interação com seus stakeholders (pais, alunos, professores, colaboradores e a sociedade em geral). O bom educador sabe que exemplos consistentes educam. Uma estrutura que use com consciência os recursos naturais (como a água e a energia) e seja acessível (tanto em sua estrutura física quanto nas ações cotidianas) favorece a apreensão de conceitos socioambientais e a construção de novos valores e atitudes.

Escolas que vêm adotando uma postura socioambientalmente responsável buscam, entre outros objetivos, diferenciar sua marca na arena competitiva. Mais do que uma inovação em modelos de gestão, devemos ter uma evolução adaptativa e madura no conjunto de práticas tradicionais (visão, premissas, objetivos, metas, etc.) da gestão escolar. Essa evolução impõe a crescente conscientização do papel que a Escola deve assumir em seu mercado para atingir níveis competitivos cada vez mais sólidos, perenidade e diferenciação relevante, almejando crescente evolução no valor gerado para si (instituição, colaboradores, etc.), bem como para seus públicos estratégicos externos e para o seu entorno/meio ambiente.

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