Paulo Freire (1921-1997) ficou conhecido no mundo todo por defender um modelo de educação mais crítico e alinhado com o pensamento e a cultura do povo. No entanto, suas ideias, ainda que muito estudadas no ensino superior, acabam, na prática, sufocadas pela hegemonia dos testes de larga escala, como a Prova Brasil e o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa). É o que considera o educador argentino Carlos Alberto Torres, amigo do pedagogo brasileiro, diretor e fundador dos institutos Paulo Freire do Brasil (em 1991), da Argentina (em 2003) e da Universidade da Califórnia (Ucla), em Los Angeles (em 2002).

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Segundo o filósofo e escritor suíço Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), “a educação do homem começa no momento do seu nascimento; antes de falar, antes de entender, já se instrui”. Logo, há muito tempo já se entendia o papel importante que a família desempenha no desenvolvimento da criança. Os pais e familiares, bem como a escola, espaço em que as crianças passam os primeiros 15 ou 20 anos de sua vida, são figuras centrais no processo de crescimento do ser humano. Portanto, é preciso que tanto a família como a instituição escolar trabalhem com coerência e foco no desenvolvimento dos educandos.

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Incentivar a leitura desde a infância pode transformar a criança em um ávido leitor e, ainda, em um escritor. A Profissão Mestre ouviu três autores para saber qual a influência de professores e da escola na decisão deles de seguir no ramo da literatura. Confira a seguir as opiniões de Luís Henrique Pellanda, Miguel Sanches Neto e Felipe Belão, que destacam a descoberta do prazer da leitura e sugerem ações essenciais para fazer do hábito de ler uma prática de vida.

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O slogan do Instituto Reação – “Formando faixas pretas dentro e fora do tatame” – resume mais do que a proposta do trabalho da entidade, criada pelo medalhista olímpico Flávio Canto. A frase revela a perseverança desse jovem campeão que, com força de vontade e determinação – a mesma que ele demonstrou no esporte –, correu atrás de seus objetivos e implantou na comunidade da favela da Rocinha, no Rio de Janeiro (RJ), o Reação. Com um grupo de amigos voluntários, Canto percebeu que precisava fazer mais pela comunidade de baixa renda e partiu para a ação. A ideia central da entidade é utilizar o esporte para atrair o público-alvo, com foco no desenvolvimento das competências sociais, cognitivas, produtivas e pessoais dos alunos. Para isso, além da escola de judô e do treino de atletas para competições, o instituto atua nas áreas de educação, cultura, saúde e mercado de trabalho.

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Segundo dados do Censo escolar, mais de 1,5 milhão de estudantes deixaram a escola em 2012. No ensino médio, foram cerca de 10% dos estudantes. O censo mostrou também que um terço dos alunos do ensino médio está dois anos ou mais acima da idade adequada para a série que estava cursando, percentual que se manteve no ano passado. Com base nesse cenário, os pesquisadores Mariana Calife e Tufi Machado Soares, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), promoveram um estudo com 3.365 jovens para entenderem os motivos que levam à evasão escolar. Os resultados foram apresentados durante o Encontro Internacional de Educação Salamundo 2013, que aconteceu em Curitiba.

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Filósofo e educador colombiano, Bernardo Toro é um dos principais pensadores e críticos da educação na América Latina. Ele não poupa críticas às atitudes de políticos e gestores da educação na região, afirmando que, enquanto não houver união entre as elites, não haverá melhora na educação. Ex-decano acadêmico da Faculdade de Educação da Pontifícia Universidade Javeriana, em Bogotá (COL), vice-presidente da Fundação Social (entidade civil que se propõe a combater a pobreza na Colômbia) e responsável nacional da Fundação Avina, Toro palestrou no Salamundo 2013 em agosto do ano passado. Após sua fala, ele conversou com a revista Profissão Mestre sobre a penalização da criança em caso de fracasso escolar, a influência da estrutura escolar no sucesso do aluno e como ter uma educação de boa qualidade igualitária e disponível para todos. Confira na entrevista a seguir.

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Não ter receio de experimentar, manter contato com outros professores e trocar experiências. Para Carlos Marcelo García, professor do Departamento de Didática e Organização Educacional da Universidade de Sevilha (ESP), essas são as chaves para os docentes que desejam se inserir na chamada era da conectividade. García palestrou sobre esse tema no IV Congresso Internacional sobre Professorado Principiante e Inserção Profissional à Docência, realizado entre os dias 18 e 21 de fevereiro em Curitiba (PR). Após a palestra, ele conversou com a Profissão Mestre sobre quais atitudes e competências um professor deve ter nessa nova era e como as escolas devem atuar. Leia a seguir as opiniões do educador espanhol.

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A preocupação com o planeta se traduz, muitas vezes, somente na preservação do meio ambiente, mas a National Geographic olha para o planeta e tudo o que está nele, afirma Fernando Valenzuela Migoya, presidente da Cengage Learning Latinoamérica e da divisão National Geographic Learning pela América Latina, que defende uma escola inspiradora, em que o conhecimento seja criado, direcionado e socializado com experimentos que a conectem ao mundo real. Em São Paulo para participar do XII Congresso Brasileiro de Gestão Educacional, realizado durante o GEduc 2014 em março, Migoya chamou o momento atual de era da exploração. “Isso significa que é necessário criar uma sensibilidade para o que está acontecendo no mundo e, ao mesmo tempo, levar a escola ao mundo. O conhecimento agora precisa ser descoberto. Essa capacidade é a única que vai criar aprendizado ao longo da vida”, afirma. Migoya concedeu entrevista exclusiva à Profissão Mestre sobre a importância do engajamento na escola. Para o presidente da entidade, a nova geração está mais preparada do que a anterior, mas é mais difícil captar sua atenção. “Toda essa dispersão dá a percepção de falta de conscientização. Para mim, não é isso; é falta de engajamento. Quando se resolve essa questão, a conscientização cria resultados”. Acompanhe a entrevista a seguir.

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Autor de inúmeros livros, mestre em Ciências Humanas e um dos educadores mais respeitados do Brasil, Celso Antunes conhece o real cenário da educação brasileira. Ele considera que o Brasil tem escolas inovadoras e muitos exemplos de sucesso, mas aponta que ainda há vários problemas que impedem que o ensino no País alcance um nível superior, tais como a falta de equidade entre as escolas e a formação deficiente dos professores. É sobre esses assuntos que Celso Antunes conversou com a Profissão Mestre, durante a III Feira Cultural do Livro de Ouro Preto Conexão @ouropreto*, em novembro de 2013. No evento, Antunes falou sobre novas e antigas formas de aprender e de ensinar. Confira:

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De acordo com levantamento do movimento Todos pela Educação publicado em 2013, o número de estudantes brasileiros do ensino fundamental que apresenta rendimento escolar satisfatório em matemática, na rede pública, está em queda. Enquanto no fim do 5º ano do ensino fundamental a taxa de alunos com aprendizado considerado suficiente em matemática é de 36,3%, no fim do 9º ano o percentual cai para 16,9%. Ou seja, grande parte dos alunos chega ao ensino médio com ampla defasagem em matemática.

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