A organização de ações efetivamente sustentáveis demanda formação cultural e coloca não apenas instituições de ensino, mas todos os espaços sociais como locais de debate e desenvolvimento de modos de vida que preservem o ambiente que permite a vida. Segundo a bióloga Liege Petroni, coordenadora do Programa Multidisciplinar de Gestão e Educação para a Sustentabilidade, da Escola Paulista de Política, Economia e Negócios (Eppen) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), as ações educativas em todos os níveis devem estimular o pensamento na consecução de formas de desenvolvimento que agreguem a continuidade, em todos os níveis, da contemplação das necessidades das gerações de hoje, garantindo igualmente esse direito às gerações futuras. “Sustentabilidade é mais que agregar valor [econômico] a um produto ou serviço. Ela é um valor que se refere à qualidade de vida, ética, transparência, atuação consciente e responsável, respeito a todas as formas de vida, não apenas a humana. Está atrelada à postura de cidadania, [à forma] como as pessoas agem e atuam, se respeitam, demonstram compaixão e até espiritualidade. É difícil de ser trabalhada porque as pessoas não devem ter esse comportamento somente nas instituições, mas também na família, na sociedade, no trato com o outro, no meio em que está inserida e no consumo”, explica a pesquisadora.

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CENA 1: O professor entra na sala de aula de sua turma de ensino médio, em um colégio particular de alto padrão em São Paulo (para preservar suas identidades, instituição e pessoas envolvidas foram mantidas em anonimato). Com dificuldade de acalmar os alunos para começar a atividade, ele grita: “Silêncio! Vocês parecem moleques da favela!”. Prontamente a turma obedece à ordem, como resposta à comparação negativa. Um dos alunos se sente incomodado com o uso da analogia pelo professor por julgá-la preconceituosa com a população das favelas, denotando que a condição de pobreza torna as pessoas indivíduos de modos reprováveis. Conversa em casa com o pai, que concorda com o filho mas prefere não levar o caso em frente por julgar o colégio excessivamente conservador, apesar de boa fama e bons resultados nas avaliações externas. O jovem comenta com colegas, e alguns mostram preocupação em impor uma correção política na fala do professor.

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Casos de violência contra o professor nas escolas brasileiras têm chocado a sociedade e suscitam preocupação. Em um dos casos ocorridos neste ano, o professor Carlos Christian Gomes estava na escola em que leciona Biologia, em São Cristóvão, região metropolitana de Aracaju (SE), quando foi atingido por cinco tiros que, segundo testemunhas, foram disparados por um aluno de 17 anos. Em outra situação, que também ocorreu neste ano, a professora Ana Paula Marino Cezar, que ministrava aulas de Inglês em uma escola pública de Piraquara, município da Grande Curitiba (PR), levou 15 facadas, dentro da sala de aula, de um aluno de 14 anos, conforme investigação policial. Em ambos os casos, o motivo dos atos infracionais teria sido o descontentamento dos agressores com uma “nota baixa”.

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A escola é o local onde as diferenças se encontram. Apesar da pluralidade cultural, o pátio e a sala de aula tanto unem quanto segregam. Para muitos gays, negros, pobres e deficientes, o ambiente escolar está mais próximo do inferno do que do paraíso. Lidar com a diversidade e promover o respeito entre os alunos não é tarefa fácil para o professor, que nem sempre tem o conhecimento necessário para isso e ainda precisa superar seus próprios preconceitos. Mesmo com os avanços na promoção da igualdade e dos direitos humanos, a discriminação ainda faz parte da realidade das instituições de ensino. Na pesquisa Percepção sobre a qualidade da educação nas escolas estaduais de São Paulo, realizada pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) em parceria com o Data Popular, divulgada em março deste ano, 51% dos alunos relataram já ter presenciado pelo menos um caso de discriminação. Entre os professores, 37% disseram ter visto alguma situação de preconceito contra colegas.

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Uma pesquisa sobre o uso das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) nas escolas brasileiras, publicada em agosto do ano passado pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.Br), apontou que 81% das escolas urbanas no Brasil possuem laboratório de Informática, dos quais 51% contam com profissionais para monitoramento. Também foi verificado que 80% das atividades com TICs acontecem nos laboratórios de Informática.

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No limite. É assim que muitos professores encaram seu dia a dia: no limite da compreensão, no limite da paciência, no limite da saúde física e mental. A rotina estressante da profissão gera desmotivação, cansaço, angústia, irritabilidade e muitos outros problemas.

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Aos quatro anos, a pequena Manuela Pockrandt Robaina já domina as “manhas” do iPad dos pais. Liga sozinha o aparelho – se for necessário, sabe desbloqueá-lo e digitar a senha que libera o acesso –, e diverte-se com vários jogos de desenhar, montar quebra-cabeça, andar por um labirinto, entre outros.

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Até pouco tempo atrás, o que acontecia entre os muros da escola não ultrapassava o portão. Banheiros quebrados, salas com goteiras, merenda ruim ou professores relapsos eram assuntos que diziam respeito apenas àquela determinada comunidade escolar. Na era digital, os problemas cotidianos da educação ganharam exposição em escala nacional.

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