Matérias

As tecnologias de informação e comunicação (TIC) revolucionaram históricos e tradicionais hábitos da sociedade. Pelo computador, é virtualmente possível pagar contas no banco, escrever para amigos distantes, selecionar músicas, reservar quarto de hotel em qualquer canto do mundo, assistir ao vivo partidas de futebol que se desenrolam na Europa e acompanhar, segundo por segundo, veículos que caminham na superfície de Marte. Impossível pensar que essas revoluções em nosso cotidiano não se transponham para a escola e tornem vivas as salas de aula.

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Olhando o início de 2016, a sensação é de caminharmos para uma decadência econômica, uma explosão social, um caos político, uma degradação moral; e duas esperanças.

A decadência econômica se observa na desindustrialização, com primarização do PIB; sucessivos anos de recessão; regressão na posição entre os países do mundo; incapacidade de inovação; baixa competitividade; ausência de produtos de alta tecnologia; déficits públicos estruturais crescentes; educação básica deficiente, ensino superior fraco e desvinculado do setor produtivo; sistema nacional de ciência e tecnologia atrasado; empresários com aversão ao risco, sem gosto por inovação, dependentes do protecionismo; baixa taxa de poupança; burocratismo; instabilidade jurídica; sistema previdenciário estruturalmente deficitário e nada incentivador do trabalho; quebra de confiança;  leis trabalhistas antiquadas e prejudiciais ao trabalhador contemporâneo. Tudo a indicar muito mais que uma simples crise que passaria em alguns meses, ou seja, um longo processo de decadência que pode durar muitos anos.

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Há alguns anos me pergunto o porquê dessa onda de usar roupas apertadas, seguramente de numeração menor do que o corpo que vai vestir. A moda “pegou” especialmente entre as mulheres das classes menos favorecidas. Conforme sobe-se na escala social, a numeração vai aumentando. Mas isso seria assunto de sociólogo. Quer confirmar? Basta olhar em volta, no metrô ou à espera dele, no ônibus ou à espera dele, para encontrar mulheres que não se inibem em mostrar os recortes de seu corpo e até de suas partes... como poderemos chamá-las? Depois, é só olhar a roupa dos ricos e remediados nas revistas ou na televisão e ver como as supostas formadoras de opinião se vestem diferente. 

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Projeto Participar, da Universidade de Brasília, desenvolve softwares gratuitos que ajudam a alfabetizar e dar autonomia a estudantes autistas e com deficiência intelectual

Tecnologia e interação nem sempre caminham juntas. No entanto, quando aliada às necessidades dos seres humanos, a tecnologia tem o poder de abrir novos mundos para aqueles que a utilizam. É exatamente isso que os softwares do projeto Participar fazem: promovem uma mudança radical na vida dos usuários. O projeto é uma iniciativa do Departamento de Ciência da Computação da Universidade de Brasília (UnB), que tem o objetivo de desenvolver softwares educacionais gratuitos para estudantes com autismo clássico e com deficiência intelectual. De acordo com o professor Wilson Veneziano, coordenador da iniciativa, as funcionalidades dos programas estão focadas em ajudar os estudantes no dia a dia. “Os conceitos trabalhados são orientados para a aplicabilidade social, sem academicismo, visando dar maior autonomia ao estudante”, explica.

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Abdeljalil Akkari, que estuda a diversidade cultural no contexto educacional brasileiro, fala sobre como tratar dessa questão nas escolas e sugere de que maneira é possível combater a desigualdade educacional no país

Ensinar os conteúdos dos livros didáticos e garantir que os alunos obtenham bons resultados em avaliações são algumas das funções da educação escolar, mas definitivamente não são as únicas. Educar plenamente envolve também trabalhar questões relativas à diversidade cultural, enfrentar as desigualdades sociais em busca de uma educação de qualidade para todos, utilizar boas práticas internacionais como inspiração para evoluir constantemente, e assim por diante. Como isso é possível na realidade educacional brasileira? Para Abdeljalil Akkari, doutor em Ciências da Educação pela Universidade de Genebra (Suíça) e pós-doutor pela Universidade de Baltimore (EUA), além de criar leis que sejam favoráveis à educação, é necessário, antes de tudo, criar condições favoráveis às aplicações dessas leis. Akkari afirma ainda que o caminho para trabalhar as diversidades culturais na educação não precisa necessariamente passar pelo currículo educacional, mas defende que é essencial que essa questão seja abordada na formação dos professores. Acompanhe a seguir entrevista exclusiva concedida pelo especialista à Profissão Mestre no fim do ano passado, quando ele esteve no Brasil para participar do XII Congresso Nacional de Educação (Educere), realizado em Curitiba (PR).

 

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Aconteceu em junho do ano passado, no Bahrein, a solenidade de entrega do Prêmio Isa por Serviços Prestados à Humanidade. No valor de US$ 1milhão e com rigor na seleção mundial do premiado, a honraria, ainda na segunda edição, terá em breve o mesmo prestígio do Nobel, mas com uma diferença fundamental: o Nobel homenageia quem deu grande contribuição ao conhecimento em alguma área científica, à literatura ou à construção da paz; já o Prêmio Isa, criado em 2009, busca honrar e homenagear indivíduos e organizações ao redor do mundo que tenham prestado importante serviço à humanidade. Um premiado com o Nobel de Medicina recebe a distinção pela contribuição científica; a ajuda à humanidade decorrerá do esforço de outros para aplicar a descoberta. A razão de ser do Prêmio Isa é a ação humanitária, direta. Não premia gênios, mas humanistas. O premiado do Nobel usa a genialidade, por meio de microscópios, telescópios ou computadores; os premiados pelo Isa usam as mãos diretamente sobre a realidade social.

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Apesar de ter as melhores colocações no Pisa, a China tem trabalhado na reformulação de seu sistema educacional. Para o educador chinês Jiang Xueqin, o caminho consiste em investir na educação infantil e estimular o pensamento global e a criatividade

Durante décadas, o objetivo da China com a educação era fornecer uma formação básica nas áreas de alfabetização e matemática à maior quantidade de jovens possível, a fim de fazer a transição de um país essencialmente rural para uma nação industrializada. Nesse sentido, nos anos 1980 e 1990, a formação de muitos técnicos e engenheiros possibilitou o rápido crescimento industrial do país. Com uma cultura movida pela disciplina, os estudantes chineses compreendem facilmente a necessidade do trabalho árduo para o aprendizado, fato que os colocou nas melhores posições do ranking do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa). Xangai, uma das regiões da China participantes da avaliação, foi campeã em todas as categorias nas provas de 2009 e 2012.

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Em minhas andanças Brasil afora como professora e diretora do Instituto Crescer, em que coordeno projetos de formação de professores em diversas cidades do interior, sempre me impressionou o forte contraste entre a infraestrutura das escolas e a qualidade do ensino das áreas urbanas em comparação com as das áreas rurais. Com falta de verba, salários para professores ainda menos atrativos, prédios em estado de demolição e carência de recursos essenciais, crianças e jovens são obrigados a enfrentar horas de transporte, caminhadas e travessias em embarcações inseguras para frequentar escolas que ficam a uma longa distância de casa, levando à desmotivação e evasão. Muitas das escolas que são abertas na zona rural acabam fechadas sob a alegação de que não há alunos suficientes ou docentes dispostos a lecionar. Uma triste realidade.

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Docente capixaba premiado, que atua desde 1982 na mesma instituição, é exemplo de que experiência e capacitação constante fazem a diferença na carreira de um educador

Pedro Antônio Galli é um colecionador de grandes números. De seus 60 anos de vida, ele dedicou 36 anos ao magistério (número que não vai parar de aumentar tão cedo, se depender da disposição do professor) – 34 deles na mesma instituição, a Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Eurico Salles, de Itaguaçu (ES), em que leciona Arte. Além disso, é recordista em inscrições no Prêmio Sedu: Boas Práticas na Educação, realizado pela Secretaria de Educação do Espírito Santo, que visa valorizar os profissionais da rede pública do estado. No total, foram quatro projetos inscritos – e quatro prêmios – em nove edições. O que esses dados mostram, além da consistência do trabalho que desempenha, é que, ao contrário do que muitos imaginam, tempo de casa, experiência e “quilômetros rodados” não são, necessariamente, sinônimos de acomodação na evolução profissional. Muitas vezes, esses ingredientes funcionam como combustível para o professor que deseja se destacar. Na receita do sucesso de Galli, aliás, são ingredientes fundamentais.

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Um relacionamento positivo e envolvente entre educadores e alunos é fundamental para o aprendizado

 

“Eles não me pagam para gostar das crianças. Eles me pagam para ensinar a lição. As crianças devem aprender. Eu devo ensinar. Caso encerrado”. Rita Pierson, educadora norte-americana que faleceu em 2013 e lecionou durante 40 anos, não conseguiu ficar quieta ao ouvir essa declaração de uma colega. Em sua palestra no TED (assista em www.bit.ly/rita-pierson), Rita conta que respondeu: “Crianças não aprendem com pessoas das quais elas não gostam”, deixando claro que, com essa postura, a professora em questão não estava fazendo o que foi paga para fazer: a missão dela era ensinar, mas, como não se preocupava em se relacionar com os alunos, dificilmente atingiria os resultados esperados. Assim como a colega citada por Rita, muitos professores entram em sala de aula operando no “modo automático”, repassando o conteúdo programático sem interagir com os alunos e sem se preocupar em cultivar um relacionamento com eles.

 

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