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Desde bem cedo, elas já pegam celulares, tablets e deslizam os dedinhos; é quase automático. Já sabem muito bem o que fazer com esse aparato tecnológico. Aos 3 anos, praticamente dominam a tecnologia, de forma que muitos adultos sentem inveja. Para a especialista em Educação Infantil e Psicopedagogia, Denise de Lima Tinoco, toda experimentação e manipulação devem ser acompanhadas, monitoradas e com tempo determinado. Isso quando acontecem em casa. Já na escola, o uso das diferentes tecnologias deverá ser pensado de modo que favoreça diferentes mediações com as crianças.  “Com os bebês e as crianças bem pequenas, a exploração dos objetos tecnológicos são atividades importantes. Depois do aparecimento do ‘jogo simbólico’, as interações podem ficar mais intensas e divertidas”, avalia Denise. E completa: “Mas é importante frisar que criança precisa brincar, se movimentar e interagir com outras crianças. Não podemos nos esquecer de oferecer atividades que favoreçam o desenvolvimento de aspectos psicomotores, afetivos e sociais dos pequenos”, lembra a educadora.

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O Ministério da Educação (MEC), em seu Plano de Metas Compromisso Todos pela Educação, apregoa como objetivo a alfabetização de todas as crianças brasileiras até, no máximo, oito anos. O mesmo plano sugere o incentivo à leitura na sala de aula. Para o professor que se vê diante de crianças em fase de alfabetização, o desafio é como usar a literatura infantil nesse processo, de forma a se aproveitar o potencial do livro, abrir possibilidades para os pequenos alunos e, ao mesmo tempo, sugerir uma boa relação com a literatura desde cedo.

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O terreno do lúdico é fértil para a pedagogia. Segundo Priscila Fernandes, coordenadora do programa Educação Infantil do Instituto C&A, nele se desenvolvem memória, raciocínio, habilidades físicas, cognitivas e de coordenação motora. “O [ato de] brincar estimula a imaginação e a sociabilidade”, afirma. Porém, a brincadeira necessita ter intenção, planejamento, ação, avaliação e presença na pedagogia infantil. É uma das principais linguagens da criança, que ressignifica o mundo e constrói suas práticas culturais. “Brincando, [as crianças] expressam sentimentos de forma própria, escolhem e tomam decisões”, comenta Priscila. Por isso, as escolas devem garantir espaços e momentos para brincadeiras livres e dirigidas.

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A transição de uma etapa de ensino para a outra sempre envolve muitos fatores: novos colegas, mais matérias, conteúdos mais avançados, outros professores. Assim, a mudança do ensino infantil para os anos iniciais do ensino fundamental tende a ser bastante traumática, pois, se uma etapa é focada mais na brincadeira, a outra já começa a preparar o aluno para as etapas seguintes de educação. Essa ruptura, na opinião de especialistas, não pode existir, e o trabalho entre os ensinos infantil e fundamental I deve ser mais coeso e unificado. “É um processo caótico, totalmente fragmentado. Não existe interlocução entre os professores do infantil e os do fundamental”, critica Gabriel Junqueira Filho, pedagogo e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

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Sermos o protagonista de nossa própria história. Essa é uma das grandes possibilidades que a vida nos propicia e um convite com o qual nos deparamos nas mais diversas áreas do conhecimento. Desde o nascimento, somos cercados por pessoas, que dividem conosco saberes, vitórias, medos e desejos. Por muitos anos, na sala de aula, o protagonista era apenas o professor, que despejava conhecimentos do mesmo modo que as aves mastigam o alimento para facilitar a vida dos filhotes. O discurso começa a inverter-se com o chamado protagonismo compartilhado, adotado na educação infantil, em que professor e aluno dividem a importância em sala de aula e formam o triângulo professor-aluno-conhecimento.

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Assegurada pela Constituição Federal de 1988, o atendimento a crianças de zero a seis anos em creches e pré-escolas, isto é, à educação infantil, tem atraído cada vez mais a atenção de educadores a respeito da importância – e da necessidade – de se fazer uma “revisão de concepções sobre educação de crianças em espaços coletivos, e de seleção e fortalecimento de práticas pedagógicas mediadoras de aprendizagens e do desenvolvimento das crianças”, conforme preconizam as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, publicadas pelo Ministério da Educação (MEC).

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Mudanças para impulsionar a educação são bem-vindas. No entanto, a forma como elas são feitas pode, muitas vezes, não surtir o resultado esperado. A Lei n. 12.796, de 4 de abril de 2013, alterou diversos artigos da Lei n. 9.394, de  20 de dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional –LDBEN), e passou a determinar a inserção das crianças a partir de 4 anos no ensino infantil. Nesta matéria, que abre a série Educação Infantil, especialistas avaliam as reais contribuições que essas modificações trarão para o sistema educacional no Brasil.

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