Inicialmente, é preciso saber se há alguma disfunção associada a aspectos comportamentais, cognitivos ou emocionais que torne realmente indispensável um acompanhamento psicológico. Se for evidente alguma disfunção, é recomendável um diálogo com a família, conduzido com cuidado para evitar suscetibilidades. Mesmo se a escola propiciasse um acompanhamento psicológico, seria indispensável a participação dos pais, sem a qual o processo seria fragilizado e sujeito a questionamentos e, até mesmo, conflitos. Por isso, talvez seja melhor orientar a família sobre as observações que o professor tem a respeito de aspectos comportamentais ou de dificuldades dos alunos, que o levam a sugerir um apoio psicológico, a ser feito por profissional competente, priorizando-se a escolha e a confiança dos pais. As universidades têm oferecido atendimento psicológico gratuito feito por profissionais habilitados. As questões recorrentes a auxílio que envolve o campo da psicologia, buscando-se avanços nas atitudes dos alunos ou de suas condições de aprendizagem, tratam-se de campo delicado, devido às suas influências na qualidade de vida e nos possíveis redirecionamentos e melhorias nas formas de pensar e agir. Caso a escola tenha um Serviço de Orientação Profissional (SOE), é interessante utilizá-lo como mais um recurso, além das ações de professores e coordenadores.

Mary Rangel é doutora em Educação pela UFRJ e pós-doutorada em Psicologia Social pela PUC-SP.  Autora, com Wendel Freire, do livro Ensino, aprendizagem e comunicação e de A escola diante da diversidade (Wak Editora)

Publicado na edição de novembro de 2015

+ Educação
Assine a newsletter mensal e gratuita +Educação e receba ainda mais conteúdo no seu e-mail!