Entre os 2 e 3 anos, a criança vive a fase oral, assim nomeada por Freud, que dizia ser natural nessa faixa etária as crianças morderem, não porque sejam violentas ou agressivas, mas porque estão desenvolvendo sua oralidade. A criança que ainda não aprendeu a falar, quando está com medo, brava ou mesmo feliz, não consegue expressar essas emoções por meio de palavras e acaba mordendo. Quando uma criança morder alguém – criança ou adulto –, deve haver diálogo com ela, para a própria criança entender a causa daquela atitude. Conversar com ela e conscientizá-la da consequência de seu ato e dar-lhe a oportunidade de reparar a situação. Quando uma criança pequena morde outra, o professor pode intervir descrevendo o ato e a situação. Com isso, as crianças podem pensar sobre sua ação, as causa e consequências dela e em como reparar o erro. Quando a criança for maior, entre 4 e 6 anos, o diálogo entre professor e aluno é fundamental. Pode ser que a criança tenha dificuldade de se expressar oralmente e, por isso, o professor deve procurar um caminho para a conversa e meios de se comunicar e, novamente, fazer com que o aluno reflita sobre sua atitude. Caso a criança comunique-se bem e o ato seja corriqueiro, deve-se procurar manter um diálogo com os pais para que, tanto na escola quanto no ambiente familiar, a criança possa ser orientada. Caso o comportamento persista, pode ser adequado procurar um profissional especializado para dar apoio nessa questão.

Vanessa Dumangin Santiago é pedagoga e professora de Educação Infantil no Colégio Marista Champagnat, em Ribeirão Preto (SP)

+ Educação
Assine a newsletter mensal e gratuita +Educação e receba ainda mais conteúdo no seu e-mail!