Descobrir a origem e os porquês do desinteresse de crianças e jovens pela leitura podem dar pistas para encorajá-los nesse desafio. Saber como foi o processo de alfabetização e conhecer as experiências que eles têm com a cultura escrita e as práticas de leitura usuais: se conseguem ler com fluência ou se o esforço despendido na decifração compromete a construção do sentido, a interação com o texto. De posse dessas observações, pensar estratégias para despertar a curiosidade, a vontade de ler. Escolher bons textos, de diferentes esferas – literária, jornalística, publicitária etc. –, que cumprem finalidades distintas, em diferentes suportes – tela, impresso –, presentes na vida social. Criar situações coletivas de leitura compartilhada, de roda de conversa aconchegante, proporcionar o diálogo com as estéticas de outras áreas artísticas, interações que ampliem a capacidade de compreensão do sentido do texto. Esse é o ponto de partida, mas temos muito que fazer, como ilustra o escritor Bartolomeu Campos de Queirós: “Ler é inteirar-se de outras proposições, / é confrontar-se com outros destinos, / é transformar-se a partir da experiência / vivenciada pelo outro e referendada pelo frutidor. / Existe, pois, ação educativa maior do que esta de formar leitores?”. Para ajudar nessa difícil tarefa, assista ao documentário A palavra conta, que faz parte da campanha Por um Brasil Literário: www.youtube.com/watch?v=TlOwKhIma5s (Acesso em: 23/01/2015). 

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