A resposta caberia em poucas linhas: converse com seu aluno para saber se ele entende a função da avaliação (que é justamente o momento de o professor e o aluno tomarem consciência daquilo que ainda é necessário consolidar do conteúdo abordado). Todavia, a questão não é tão simples. Colar na prova, além de envolver a questão ética (o que deve ser considerado gravíssimo), desvela um aspecto sinistro da lógica de ensinar e aprender. Uma metodologia mecânica, que exija memorização, pode determinar o ato de colar se a nota for decisiva para aprovar ou reprovar o aluno. Já uma aprendizagem que priorize a reflexão, o pensar e a utilização do que está sendo trabalhado em questões da vida prática dificilmente suscitará a necessidade de recorrer ao colega ou a anotações ilícitas, pois cada aluno estabelecerá relação do conteúdo trabalhado com suas leituras e experiências de vida. Logo, quando uma turma precisa colar, é bom refletir sobre o que e como se está a ensinar. Diz-me como avalias e te direi como ensinas!

Sandra Bozza é professora de Língua Portuguesa, linguista e cientista social na área da educação

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