O projeto, que já conta com uma versão em português e outra em espanhol, estimulará que mais países ingressem na iniciativa e que escolas brasileiras interajam com instituições do idioma hispânico. Inscrições vão até o dia 18 de abril

O Instituto Crescer (www.institutocrescer.org.br) acaba de lançar a quinta edição do Programa Aprender em Rede, iniciativa educacional que visa fomentar a prática de projetos colaborativos online para troca de experiências regionais e culturais entre alunos de escolas públicas e privadas do ensino fundamental. O programa possui uma versão em português e outra em espanhol. Além do Brasil, participam dos projetos Paraguai, Argentina, Honduras, Colômbia, Chile, Peru e Espanha. Nesta edição, o objetivo é incentivar o ingresso de outros países que tenham o português como língua materna, como Portugal e Moçambique.

A iniciativa tem como base incentivar práticas pedagógicas inovadoras, por meio de projetos intraescolares, que levem ao desenvolvimento de competências básicas para o século XXI, além do conhecimento de outras realidades, culturas e pessoas. Dois macrotemas fazem parte desta edição: Projeto Contadores de Histórias, voltado ao ensino fundamental II, e Projeto Conhecer para Preservar: Animais em Extinção – educação básica primária, para o ensino fundamental I. "Esperamos que os alunos possam ampliar seus horizontes. Além da troca cultural, aqueles que escolherem participar de um projeto em outro idioma, terão ainda a oportunidade de praticá-lo com nativos, o que enriquece ainda mais o aprendizado e abre várias possibilidades", diz Luciana Allan, Diretora do Instituto Crescer.

Cada projeto contará com comunidades específicas em português e espanhol, organizadas por meio de grupos fechados no Facebook, administrados pelo Instituto Crescer e exclusivos aos professores inscritos, para o intercâmbio das atividades de seus alunos. Haverá também momentos de videoconferência entre as escolas, para que os estudantes explorem os materiais compartilhados e avaliem a experiência de participar do programa.

As inscrições, tanto para os grupos em português quanto para os em espanhol, estão abertas e podem ser feitas até o dia 18 de abril, data de início das atividades. O cadastro e participação nas comunidades do Aprender em Rede são exclusivos aos professores, que devem ter o aval da escola e autorização dos pais para a troca e compartilhamento de informações online. O programa concede certificados de participação de quarenta horas aos docentes que concluírem os projetos. Os interessados podem se inscrever no link http://blogaprenderemrede.wordpress.com/.

Aprender em Rede em Espanhol - Em 2015, em aliança com a empresa OGI Technologies, o programa Aprender em Rede foi realizado pela primeira vez no exterior, envolvendo 9 países (entre eles Espanha e mais 8 da América Latina), 70 escolas, 81 professores e 1.500 alunos. Na ocasião, o tema trabalhado foi "Eu e Meu Mundo", incentivando os alunos a compartilharem informações sobre o bairro de sua escola e conhecerem as diferentes realidades e estilos de vida dos estudantes de outras instituições. Ao final, eles puderam conhecer um pouco mais da realidade do entorno das escolas envolvidas, dos diferentes países, e avaliar a diversidade de ambiente cultural e social. Para enriquecer esta reflexão, foram organizadas algumas videoconferências entre os alunos, via Skype.

Papa Francisco - O Aprender em Rede foi apresentado no IV Congresso Scholas, projeto liderado pelo papa Francisco para reunir iniciativas de todo mundo para construção de escolas do futuro e estimular iniciativas educacionais inovadoras. O Instituto Crescer representou o Brasil no encontro apresentando também o Programa Crescer em Rede.

O Congresso foi realizado em fevereiro do ano passado, no Vaticano, em Roma, com o tema "Responsabilidade Social Educativa. Uma Responsabilidade de Todos", reunindo educadores de diversas nações que foram convidados a debater e compartilhar experiências sobre como a sociedade deve refletir sobre a escola e a educação das novas gerações. Vários casos de inclusão de uso das novas tecnologias na educação foram apresentados, entre eles os coordenados pelo Instituto Crescer.

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