O tema é polêmico. O neurocientista da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e coordenador científico do Instituto do Cérebro do RS (InsCer), Ivan Izquierdo, afirma que não há como fugir do decoreba. Concordo, alguns conteúdos são mais fáceis de serem assimilados por meio desse método. Mas decorar não é garantia de aprendizagem. O método pode até ajudar a lembrar de um ou outro tema, mas muito mais do que apenas decorar um determinado assunto é preciso saber para que ele serve e como usá-lo.

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A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), de 1996, afirma que a educação abrange todos os campos da vida onde existe convivência humana e demais práticas sociais. Com isso, o papel da universidade vem se tornando foco de discussão mais constante devido às mudanças tecnológicas e mercadológicas que têm influência direta em nosso modo de vida, onde cada vez mais é capitalizado e alavancado em princípios do capital, da competição, do atingimento de metas.

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Imagine se o seu computador não tivesse um programa sequer, sem os recursos de escrever textos, montar planilhas, fazer apresentações, visualizar fotos e vídeos, sem a possibilidade de se comunicar com seus amigos e familiares, de se atualizar lendo notícias de qualquer ponto do planeta em tempo real. Que sentido haveria para os equipamentos de última geração, com altíssima velocidade, se não fosse possível utilizá-los da melhor maneira e com todas as possibilidades de exploração? Logicamente, o equipamento ficaria obsoleto, talvez até servisse como móvel em casa, peça futurística ou coisa que o valha, mas não seria utilizado para a finalidade com a qual foi criado.

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"A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que sejam criadores, inventores, descobridores. A segunda meta da educação é formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe.”

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Já dizia Platão que “a música é um instrumento educacional mais potente do que qualquer outro”. A ideia surgida na Grécia Antiga ganha consistência nos dias de hoje, em que a dinâmica das relações pessoais e do aprendizado avança numa velocidade cada vez mais espantosa.

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Crianças nascidas a partir de 2010, recentemente, passaram a ser denominadas “geração Alfa”, por se distinguirem das gerações anteriores, pois já nasceram em mundo conectado.

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Em um ano marcado por manifestações, debates para aumentar o investimento em educação – entre outras coisas por meio do direcionamento dos royalties do petróleo para esse fim – ainda há muita dúvida sobre como promover o desenvolvimento da nossa educação. Não vejo um caminho que não passe pelo investimento e pela valorização da carreira do professor.

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Ao abordar a palavra educação, intuitivamente fazemos sua associação ao ensino, aprendizagem, escola, família, instrução, etc. Contudo, o conceito de educação está sendo ampliado, alcançando outros espaços formais e não-formais. Assim, também, quando pensamos sobre a ideia de empreendedorismo, geralmente fazemos a associação à capacidade de criar novas oportunidades, gerir empresas, alcançar sucesso, gerar emprego, renda e riqueza. Mas empreendedorismo vai muito além do que tudo isso pressupõe. Ele implica na realização do indivíduo por meio de atitudes de inquietação, ousadia em busca de um crescimento pessoal e coletivo, por meio do desenvolvimento da capacidade intelectual para investigar e solucionar problemas, tomar decisões, ter iniciativa, autonomia e orientação inovadora, competências que cada vez mais são exigidas na formação profissional e valorizadas no mundo do trabalho. De acordo com Fernando Dolabela, em Pedagogia empreendedora (Editora de Cultura), o educador deve assumir o lugar de protagonista no processo.

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Segundo dados do Censo de 2010, o Brasil possui atualmente mais de 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, o que representa quase 24% da população. Deste total, mais de 13 milhões são deficientes físicos. Uma “minoria” que supera a população de países como Portugal, Bélgica, Israel, Suécia, Dinamarca, Finlândia e Noruega.

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O Enem é hoje a principal forma de acesso dos estudantes ao ensino superior brasileiro. São 7,17 milhões de jovens que farão a prova este ano em busca de uma vaga nas principais universidades do País. De outro lado, muitas instituições substituíram o tradicional vestibular pelo exame e outras já o utilizam como parte do processo seletivo. Em 2012, pela primeira vez, todas as 59 universidades federais aderiram ao Enem, seja integral ou parcialmente.

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