A questão da formação docente está inserida em um quadro de múltiplas variáveis. Brasil, governo e sociedade vieram, ao longo dos anos, fazendo escolhas que resultaram na situação que nos encontramos hoje. A decorrência do patamar ruim da educação não é de responsabilidade somente dos políticos que elegemos. Temos parcela de responsabilidade nisso.

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Decepção, indignação, impotência, desesperança, revolta, nojo. Esses são alguns dos sentimentos que tomam conta do povo brasileiro com o avanço da corrupção em diferentes instâncias do poder público e de empresas ligadas ao Estado. O desvio de bilhões de reais, as negociatas, a forma como a máquina pública é tratada e o desrespeito sem medida ao cidadão comum, que cumpre seus deveres e paga impostos, é uma afronta sem precedentes à cidadania no Brasil.

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Lousa, giz, caderno e caneta. Alunos sentados e professores em pé conduzindo a aula. Já parou para pensar de onde surgiu esse método de ensino que utilizamos até hoje, desde as mais tradicionais até as mais inovadoras escolas? Pelo que se sabe, o modelo educacional que conhecemos surgiu na Europa, em meados do século XII. Antes disso, existiram outros métodos de estudo, alguns mais informais, como na Grécia Antiga, no qual os alunos eram educados sem divisão em séries e salas de aula, e outros ligados a divisões sociais, como acontecia na Europa medieval, em que só estudava quem era ligado à igreja.

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O mercado educacional privado brasileiro tem passado por mudanças devido à redução da relação entre concluintes do ensino médio e número de vagas disponíveis no ensino superior. As escolas disputam um mercado cada vez mais competitivo. O CRM (customer relationship management, ou gerenciamento de relações com clientes, em português) está sendo utilizado pelas instituições educacionais na tentativa de criar uma vantagem competitiva no mercado, a fim de captar mais alunos e aumentar a retenção dos clientes já captados. Apesar de ter surgido há décadas, o CRM aplicado ao setor educacional é uma realidade recente. Por meio dele, as escolas procuram ouvir melhor seus potenciais clientes e seus alunos. “O conceito essencial no marketing de relacionamento é o da criação de um vínculo relacional com o cliente, de forma a desenvolver nele sentimentos de familiaridade, de confiança e de credibilidade com a instituição” (Braga;  Cobra, 2004).

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Apesar de necessárias, as mudanças no sistema educacional brasileiro acontecem a passos lentos e privilegiam reformas ora no ensino superior, ora na educação de nossas crianças e adolescentes. Tal falta de linearidade cria gargalos na formação dos alunos, como o que acontece na aplicação do programa curricular nacional pelos colégios. Embora o Ministério da Educação (MEC) estabeleça um currículo oficial, é possível perceber que provas de larga escala, como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e os vestibulares, acabaram tomando para si o papel de definir o que é ou não ensinado nas salas de aula.

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Educação financeira (EF) é um dos principais temas da atualidade. Está na pauta das escolas, no cotidiano das famílias, na imprensa e na agenda de governantes e legisladores. Porém, ainda há pouca clareza sobre o que realmente é educação financeira e como implantá-la nas instituições de ensino, desde o infantil ou fundamental até os cursos de pós-graduação.

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Durante os anos de transição da ditadura militar para a democracia representativa, a educação brasileira caminhou atenta à nova visão de mundo para a qual o Brasil acordava. As desigualdades sociais se apresentaram de forma gritante e assustadora. Um Brasil desconhecido por muitos surgiu nas manchetes midiáticas. Realidade estampada. Cabia a nós, brasileiros e brasileiras, refletir e agir para mudar esse cenário.

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A educação, em todos os seus sentidos, forma e transforma vidas. A escola tem a importante e árdua tarefa de orientar os jovens, de guiá-los e ajudá-los a transformarem seus sonhos em realidade e em projetos a serem realizados no decorrer de toda a sua vida, com serenidade e satisfação.

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Entre os dias 12 e 26 de maio de 2014, acompanhei uma delegação de diretores de escolas particulares pela Rússia e pela Finlândia, com o objetivo de conhecer o sistema educacional e as escolas desses países, tanto no aspecto pedagógico como administrativo. Durante esse período, pudemos observar também os hábitos da população e a história desses países. Do ponto de vista histórico, eles foram governados pelos mesmos reis, que, em momentos diferentes, trocaram de postos. No início do século 20, exatamente em 1917, houve a Revolução Bolchevique na Rússia, e a Finlândia, que era como uma colônia russa, galgou sua independência.

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Por muitos e muitos anos, o sistema de avaliação na educação brasileira se estruturou sobre a lógica de uma aritmética exata que respondia ao entendimento que se tinha de como a escola deveria se organizar e o que nela se fazia. O ano escolar era dividido em bimestres, os períodos em aulas com a mesma duração, as salas com crianças com a mesma idade. Durante esses períodos o aluno recebia um enorme volume de conteúdo em que seria avaliado ao final de um período de formação (mês ou bimestre). Ao final de cada período, somavam-se e dividiam-se os resultados obtidos em duas ou três provas para chegar à nota do bimestre, nota essa que na grande maioria das vezes estava longe de expressar o real aproveitamento dos conteúdos trabalhados no período. Bastava ter aprendido muito bem um dos diversos temas do período e ter a sorte de ser exatamente esse o conteúdo em maior quantidade na prova que tudo seguia bem na vida escolar daquele aluno. Esse modelo de avaliação geralmente está baseado numa concepção de educação que não atende mais os anseios da sociedade e dos tempos que vivemos.

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