Aproveitando a importância e a preocupação que a sociedade vem demonstrando a cada ano na formação de crianças e jovens conscientes de seu papel social e também sensíveis às questões ecológicas, além do cenário em que há falta de contato com a natureza (motricidade natural), nossos objetivos como educadores são questionar os alunos, conscientizá-los e formá-los para um mundo mais preservado.

Como professores de movimento, procuramos diversificar as aulas, observar diferentes possibilidades e espaços naturais e sensibilizar as crianças com o uso de uma intervenção cada vez mais significativa para a importância de cuidados, tanto na esfera coletiva como individual, de nossas riquezas naturais, sejam elas pequenas, como a flora e a fauna de um jardim, ou grandiosas, como a Mata Atlântica. Utilizamos de estratégias assim para atingir objetivos inerentes às faixas etárias da educação infantil, como ampliação e aprimoramento do acervo sensório-psicomotor da criança, sem necessariamente utilizar uma quadra poliesportiva, mas optar por uma aula com atividades como escalada de um morro, esqui-grama, esqui-lona.

Podemos utilizar as brincadeiras tradicionais e oferecer uma vivência diferenciada para as crianças, proporcionando sensações e sentimentos ao entrarem em contato com a natureza. Além disso, com os esportes de aventura, podemos incentivar o desenvolvimento e o aprimoramento das habilidades e capacidades físicas e a superação dos próprios limites.

A prática do brincar e de realizar atividades esportivas na natureza e o contato com ela nos levam a contemplar a fauna e a flora e a buscar uma aproximação com o meio ambiente, com a criação de novos vínculos sociais. Desse modo, a convivência na natureza faz com que possamos perceber o quanto é possível desenvolver aptidões, estímulos, sensações e emoções. A relação homem-natureza pode ocorrer no momento que concebemos as práticas como um importante componente de convivência harmônica, capaz de estreitar distâncias, aproximar seres e romper limites.

Para os dias de calor, as brincadeiras ao ar livre são as ideais, como Exploradores da natureza, em que podemos com nossos filhos conhecer melhor o jardim e seus moradores, como formigas, tatu-bola, plantas e flores; e Meu mestre mandou, por meio da qual se pode reunir uma turma de amigos para brincar, pisar na grama, regar plantas, mexer na terra. Podemos também brincar com imagens de nuvens: ao escolher um dia em que há nuvens no céu, podemos deitar de costas e, enquanto elas passam, formarmos imagens de animais, objetos, pessoas ou de qualquer forma que imaginarmos. Depois, podemos tentar desenhar o que vimos.

Outra ideia é brincarmos de Joias do mar quando formos à praia. Para tanto, pegamos conchas, estrelas-do-mar secas e pequenas pedras e, em seguida, identificamos cada uma delas e as colocamos em uma jarra de gargalo grande ou em uma pequena tigela cheia de água para mantê-las brilhantes. Assim, explorar novos espaços com as crianças será divertido e possibilitará a ampliação de seu conhecimento sobre o meio ambiente e a cidade em que vivem. 

 

Autor: Hélio Ricardo Werniski Wolff é especialista em Movimento e professor de Educação Física do Colégio Marista Santa Maria, da Rede de Colégios do Grupo Marista

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