Mudar a educação contemporânea brasileira, básica ou superior, entre tantas outras atitudes possíveis, consiste em ressignificar a aula, imprimindo nela a condição de lugar de trabalho cognitivo, de atividade intelectual, de participação ativa dos principais sujeitos da aprendizagem: os estudantes. Para tanto, o modelo de aula como momento de locução de informações, como pronunciamento de dados por uma única fonte (método passivo), cede espaço para a interação, a aprendizagem entre pares, a colaboração em times, a investigação de casos e tantos outros métodos cujo interesse é dar significado e profundidade à aprendizagem, por meio da mobilização mental do aprendente. Porém, em comum, todos os métodos que incentivam o protagonismo do estudante precisam da leitura como condição e oportunidade para que se concretizem.

Leia mais: Leitura e metodologia ativas: condição e oportunidade

 

Desde o dia 1º de janeiro de 2016 não coexistem mais duas normas ortográficas no Brasil. Enfim, a Nova Ortografia – cuja assinatura se deu em 1990, a vigência internacional em 2007 e, pelo Decreto da Presidência da República n. 6.583, produz seus efeitos no Brasil a partir de 1º de janeiro de 2009 – é a única norma ortográfica a ser respeitada em nossa língua escrita.

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O contexto sócio-histórico em que estamos inseridos tem, como uma de suas características, o estabelecimento de relações amplas e globais, que muitas vezes tiram do foco dimensões de valores essenciais à formação da pessoa e, consequentemente, trazem implicações à consolidação de suas inter-relações. Segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, este é um tempo marcado por “volatividade”, “incertezas” e “inseguranças” – cenário de uma modernidade líquida – no qual se faz necessária a urgência de uma retomada daquilo que é fundamental à vivência do ser humano em sociedade, bem como a ação de lideranças que se coadunem para a superação dos desafios atuais e para a promoção dos valores essenciais à vida.

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Os debates em torno do desenvolvimento de uma base nacional comum, orientadora das políticas e práticas escolares no Brasil, reacendeu um conjunto de perspectivas e abordagens curriculares. A proposta tem sido justificada por diferentes campos políticos, valendo-se de uma variação significativa de prismas analíticos. Alguns grupos defendem a base como uma forma de padronizar os conteúdos a serem ensinados, como uma estratégia para simplificar a elaboração de materiais didáticos. Outros, postulam sua importância para a melhoria dos resultados nas avaliações de larga escala. Argumentos ligados ao ensino, defendem a base nacional comum como uma tática para suprir a deficiência na formação dos professores que, atualmente, não teriam condições de realizar as melhores escolhas para as suas aulas.

Leia mais: A base nacional comum em debate

Encontramos hoje em nosso país um déficit em desenvolver habilidades sociais que, até há pouco tempo, eram menosprezadas diante um belo currículo acadêmico. Embora muitas vezes sejam mais requeridas que as próprias habilidades técnicas, as habilidades sociais não são ensinadas em nossas instituições de ensino. Não temos salas de aula nem equipe escolar capacitada para o desenvolvimento de um aprendizado simples como “relacionamento interpessoal” e “resolução de conflitos”. Assim, vamos aprendendo com a vida, da forma mais dura e incompreensiva, que essas habilidades são tão ou mais necessárias que qualquer outra.

Leia mais: O ensino de habilidades sociais: essencial na educação

O Conselho Pleno (CP) do Conselho Nacional de Educação (CNE), em cumprimento à Meta 15 do Plano Nacional de Educação (PNE), estabeleceu novas diretrizes curriculares nacionais (DCNs) para a formação e capacitação de professores para a educação básica. Essas DCNs estão fixadas pela Resolução CNE/CP nº 2/2015, publicada no dia 2 de julho, no Diário Oficial da União (Seção 1, p. 8), fundamentada no Parecer CNE/CP nº 2/2015. As DCNs para a formação de professores para a educação básica foram instituídas, inicialmente, pelas Resoluções CNE/CP nº 1/2002 e 2/2002, ora revogadas.

Leia mais: Formação de professores para a educação básica: novas DCNs

O principal veículo do processo de conscientização do ser humano é o pensamento. O pensar confere aos homens “asas” para moverem-se no mundo e “raízes” para aprofundarem-se na realidade. No sentido amplo, o pensamento tem como missão tornar-se avaliador da realidade.

Leia mais: Pensamento e avaliação

Aproveitando a importância e a preocupação que a sociedade vem demonstrando a cada ano na formação de crianças e jovens conscientes de seu papel social e também sensíveis às questões ecológicas, além do cenário em que há falta de contato com a natureza (motricidade natural), nossos objetivos como educadores são questionar os alunos, conscientizá-los e formá-los para um mundo mais preservado.

Leia mais: Criança, movimento e natureza: explorando espaços

É fundamental que as escolas tenham preocupação com a formação integral de seus alunos e a importância de desenvolver neles valores e princípios, além do exercício pleno da cidadania, contribuindo para o desenvolvimento do ser e da sociedade. Com base nesses princípios, é possível trabalhar, desde a educação infantil, ações que estabelecem regras de convívio. Algumas ideias são construir, coletivamente, as regras da classe, com sugestões das próprias crianças e contribuição da professora. Essas normas podem ser escritas em cartazes e afixadas em sala de aula, para serem lembradas e colocadas em prática ao longo do ano.

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O Brasil tem mais de 50 milhões de alunos matriculados na educação básica. São cerca de 7,5 milhões na educação infantil, 29,06 milhões no ensino fundamental,  8,3 milhões no médio e cerca de 5 milhões em cursos de suplementação e profissionalizantes. Entre os requisitos para a excelência de escolaridade, uma prioridade nacional, incluiu-se o acesso ao livro, ferramenta imprescindível para a apropriação de cultura e conhecimento geral e didático.

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