A democratização do acesso ao ensino médio no Brasil é algo recente. Foi a Constituição Brasileira de 1988 que afirmou ser “dever do Estado a progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao Ensino Médio”. A Emenda Constitucional n. 14/1996 modificou a redação desse inciso, sem alterar o espírito da redação original, inscrevendo no texto constitucional “a progressiva universalização do Ensino Médio gratuito”. Nossa Constituição, portanto, confere a esse nível de ensino o estatuto de direito de todo cidadão.

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Em 2015, em uma aula de Ciências para a turma do 7º ano, percebi que teria que ensinar uma unidade de astronomia na metade do tempo estipulado. Imaginei como poderíamos assimilar tanto conteúdo em apenas três semanas. Criei um plano de aula, cada aluno escolheu um tópico sobre o assunto que deveria apresentar aos colegas em 50 minutos, mas com um desafio: as apresentações teriam de ser completamente on-line. Pedi que os alunos apresentassem algum conteúdo oralmente, da maneira tradicional, em frente à turma, mas não mais que sete minutos. Em seguida, eles circulavam pela sala durante o restante da aula, ajudando seus pares a trabalhar por meio de vídeos, jogos on-line, quizzes e outras plataformas interativas.

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Diferentes e importantes estudos têm demonstrado que é a plasticidade cerebral que nos permite aprender, enquanto a memória nos possibilita guardar e usar o aprendido. Trata-se, portanto, de dois aspectos de um mesmo fenômeno, por isso é estranho falarmos da memória como uma faculdade mental à parte, isolada e alheia à aprendizagem, como se fossem processos distintos, antagônicos ou incompatíveis.

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Vivemos em um contexto de mudanças profundas, ocorridas principalmente nas últimas décadas do século XX e início do século XXI, período marcado essencialmente pela globalização econômica e pelo avanço da tecnologia da informação. Esse contexto vem desencadeando uma mudança em diversos aspectos da rotina do comportamento humano, notadamente reconhecido na alteração do ritmo de vida, que se tornou mais dinâmico e permeado pela produção da informação, dos serviços, dos símbolos e da estética. Parece que estamos vivendo um paradoxo: à medida que o mundo evolui, a humanidade enfrenta mais problemas. Segundo Ivo Juliatto (2007), “isso revela que o homem não descobriu, através do século, o próprio caminho”.

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No século XVII, o filósofo holandês Bento Spinoza defendia que todo o universo contém uma energia de conservação, uma vontade de permanecer na existência, a qual ele chamou de conatus. Assim, toda matéria do universo, toda essência singular, ao entrarem em relação com outra – essa também dotada de conatus –, produzem efeitos extraordinários que permitem a construção dos conhecimentos. Atualmente, a escola brasileira perdeu essa função de possibilitar aos alunos fazerem relações, pois há uma segmentação do conhecimento e um ensino por meio de regras e conceitos estanques.

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Segundo o psicopedagogo clínico Cláudio Miranda, “cabe à escola o ensino de conteúdos acadêmicos que vão dar uma visão ao aluno de como o mundo funciona”. Analogamente, o ministrar de tais conteúdos cabe ao professor, cuja formação tem por objetivo desenvolver disciplinas, as quais integram a formação do educando. Para que seja um facilitador dessa formação, o professor deve propor a construção de ideias dentro dos limites impostos pela realidade do aluno, buscando elevar sua autoestima. Dessa forma, o aprendizado será alcançado plenamente.

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As funções cultural, social e de expressão de sentimentos da música são inquestionáveis. A música está presente em todas as sociedades e faz parte de ritos e cerimônias, como o nascimento, o casamento e até a morte. Desde 2008, a iniciação ao aprendizado de música tornou-se obrigatória na disciplina de Artes em todas as escolas do País. A música permite uma forma de linguagem acessível a todos e contribui para o desenvolvimento de um nível de escuta mais crítico e prazeroso.

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As ferramentas tecnológicas, ao serem criadas, têm como objetivos principais possibilitar aos indivíduos modos de vivenciar e fazer algo novo de maneira melhor, mais rápida e mais agradável. As tecnologias já nos alcançaram de forma tão envolvente que se tornou difícil diferenciar o que é tecnologia ou não.

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Desde o início do ano passado, as escolas por todo o Brasil têm discutido o calendário escolar em virtude da Copa do Mundo. Claro que, em um primeiro momento, a logística de adequar os duzentos dias letivos aos dias de jogos, principalmente os do Brasil, quando o País literalmente para, foi o que predominou na maioria das discussões. Entretanto, passada essa fase, uma vez que os calendários de 2014 de cada colégio já estão prontos e divulgados e o ano letivo já corre a pleno vapor, é necessário pensar a Copa do Mundo no Brasil como uma oportunidade de aprendizado para os nossos alunos. Como? As possibilidades são inúmeras.

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A escola deste século enfrenta vários desafios. O mais importante entre todos eles é o de trazer para o universo do aluno a consciência de que, em algum momento, todos os conhecimentos adquiridos separadamente se conectam em uma visão mais globalizada e transversal da aprendizagem. Sabemos que o currículo fragmentado e separatista leva para a sala de aula conhecimentos encaixotados, blindados e desvinculados, até como uma forma de garantir a organização. Nesse ponto, destaca-se o papel dos projetos transdisciplinares. Com base neles, é possível fazer com que o aluno relacione conteúdos aprendidos em geografia, história, português, biologia, arte, filosofia, informática, ou seja, é possível fazer com que o aluno entenda que, ao estudar determinado conteúdo, ele pode estar fundamentando seu conhecimento em outras áreas.

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